Edna de Araújo e Kia Caldwell: população negra morre mais de Covid-19

Manifestação contra o racismo em São Paulo, no fim de maio. Foto: Pam Santos

Edna Maria de Araújo, integrante do Conselho Deliberativo da Abrasco e professora da Universidade Estadual de Feira de Santana, e Kia Lilly Caldwell, da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, publicaram, na semana passada (10/6), o artigo Covid-19 is deadlier for black Brazilians, a legacy of structural racism that dates back to slaveryna ( Covid-19 é mais mortal para os negros brasileiros, um legado de racismo estrutural que remonta à escravidão, em português) – na revista americana The Conversation. 

O foco era a desigualdade racial no Brasil, mas as pesquisadoras também fizeram uma comparação da situação da crise sanitária com os EUA: “Os Estados Unidos e o Brasil têm muito em comum quando se trata do coronavírus. Ambos estão entre os países mais atingidos do mundo, onde centenas morrem diariamente. Seus presidentes da mesma opinião, Donald Trump e Jair Bolsonaro, foram amplamente criticados por terem lidado mal com a pandemia”, escreveram

Outro fator em comum é que, tanto aqui como nos Estados Unidos, estudos indicam que a população negra está morrendo mais de Covid-19. A vulnerabilidade da população negra brasileira é resultado dos anos de escravidão, que trouxe como legado desigualdades econômicas e sociais, menor expectativa de vida, e menos acesso à educação e saneamento básico, por exemplo.

Leia o artigo publicado na The Conversation, na íntegra, em inglês.

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