Contra o desmonte do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Em junho de 2021 a Abrasco enviou uma Nota à Direção da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSC/SP), diante da demissão de três docentes que atuavam no Programa de Saúde Coletiva da faculdade: Karina Braga Ribeiro, Tania Di Giacomo Lago e Manoel Ribeiro, reconhecidos pesquisadores no campo da saúde coletiva. Nesta semana (13/10), anunciou-se o desligamento de Paulo Carrara, que atuou como professor assistente e Chefe do Departamento de Medicina Social da FCMSC/SP, além de diretor da mesma instituição. Carrara é integrante da Comissão de Política, Planejamento e Gestão da Saúde da Abrasco. 

No ambiente acadêmico, o debate sobre doutrinas e aspectos conceituais relativos aos objetos de reflexão e prática devem ocorrer democraticamente. Suas armas exclusivas são os argumentos e sua regra básica de relacionamento é o respeito mútuo. A exclusão administrativa de debatedores decorrente de divergências no plano conceitual é inadmissível e reveladora de mentalidade retrógrada que não se coaduna com as tradições da academia. De resto, remonta aos piores momentos vividos pela universidade brasileira durante o regime militar. 

A Abrasco novamente se solidariza com os professores desligados da FCMSC/SP, e adere aos protestos contra o desmonte do Departamento de Saúde Coletiva da faculdade, cuja história é de enorme importância para a construção do campo da Saúde Coletiva em São Paulo e no Brasil. Entendemos que os prejuízos de tais demissões terão grande impacto tanto internamente como nacionalmente, não só no campo da saúde coletiva, mas em toda área da saúde. Nos solidarizamos com o departamento de Saúde Coletiva da Santa Casa de São Paulo, esperamos que este quadro seja revertido e que possamos ter novamente os colegas dando continuidade ao trabalho de excelência que vinham desenvolvendo.

Leia a nota publicada em junho.

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