Comissão de Epidemiologia denuncia falha do Ministério da Saúde no enfrentamento da Monkeypox

Foto de Kaique Rocha

Diante de um aumento nos casos de infeccção pelo vírus Monkeypox, a Comissão de Epidemiologia da Abrasco, que reúne pesquisadores de diversas instituições parceiras, alerta para a lentidão e falta de preparo do governo federal para o enfrentamento da doença. Alexandra Boing, membro da comissão e docente da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), comenta sobre essa emergência em entrevista para Folha de S. Paulo, publicada nesta terça, dia 02/08.

“A gente já viveu essa inação durante a pandemia de Covid-19 e estamos vendo isso de novo agora com a monkeypox. As ações precisam ser guiadas, com base na ciência, atuando para evitar que as pessoas fiquem doentes, quebrar a cadeia de transmissão”, afirma Boing à repórter Claudia Collucci.

Conforme a reportagem aponta, o Ministério da Saúde não tem um sistema de informação transparente e ágil para dilvugação de dados e informações sobre o vírus. Além disso, no Brasil, há apenas quatro locais para análise de suspeitas de contágio, sendo que todos ficam no Sudeste. Dessa forma, não tem como identificar casos em tempo ágil nas outras regiões, ainda mais as que são negligenciadas, como a Norte.

“A partir do momento que você não tem dados, não consegue gerar informação de qualidade para comunicar a população e os profissionais de saúde e guiar as ações e políticas de saúde”, explica a epidemiologista.

A matéria resume outros tópicos levantados por Alexandra Boing e outros pesquisadores no artigo “Monkeypox: o que estamos esperando para agir?”, publicado dia 01/08, na Epidemio – Revista Brasileira de Epidemiologia. Dentre eles estão a compra de vacinas e antivirais, aspectos a serem considerados no registro de casos e algumas propostas de ações urgentes que o Ministério da Saúde deveria implementar para a contenção eficaz.

Leia aqui a reportagem na íntegra da Folha de S. Paulo.

Ao Brasil de Fato, o abrasquiano e integrante da Comissão de Epidemiologia Jesem Orellana, afirmou que a falta de resposta do governo federal seria mais condizente com a realidade do início do século 20, um tempo que já deveria ter sido superado. “Vivemos um cenário quando não tinha uma consolidação do conhecimento científico e as estratégias para enfrentar o problema ainda eram muito precárias e estavam em fase desenvolvimento. O Brasil está com cerca de 1.500 casos confirmados de Monkeypox e esse número só aumenta”, disse o epidemiologista e pesquisador da Fiocruz/Amazônia.

Leia aqui a reportagem do Brasil de Fato

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