Claudio Maierovitch: “No caso da pandemia, a história se repete, e se repete como tragédia”

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

“A gente viu ao longo dessa crise que uma condição sine qua non para o ministro da Saúde continuar no cargo é que ele se curve a todas as determinações do presidente da República. O Ministério da Saúde continua ausente como liderança, ausente como coordenação e quem se expressa é o presidente. Ele fala que não é preciso usar máscara, que as pessoas devem levar a vida normalmente, “tocar” a economia”, afirmou Claudio Maierovitch, vice-presidente da Abrasco, ao Viomundo, nesta semana (5/12).

O epidemiologista encara com preocupação o movimento de gestores para a flexibilização de medidas de prevenção – como o uso de máscaras e a proibição de aglomerações – e pontuou que , em 2020, a pandemia melhorou razoavelmente ao longo do segundo semestre, o que gerou flexibilização do distanciamento social – principalmente nas festas de fim de ano – e, em seguida, uma “onda” ainda mais agressiva de mortes por Covid-19 no país: “Ao contrário dos eventos da política e da sociedade, no caso da pandemia a história se repete e se repete como tragédia. A gente ainda não tem elementos para saber se é a mesma história, mas esse clima atual lembra muito o do ano passado”.

Leia a entrevista completa, no Viomundo.

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