Cenário brasileiro da equidade em saúde em meio à Covid-19 compõem panorama internacional em publicação

Equipe do Consultório na Rua presta atendimento à população em situação de rua, em São Paulo. Foto: PMSP

Os abrasquianos Inês Dourado e Luis Eugênio de Souza, professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em conjunto com outros pesquisadores, publicaram o artigo Health equity and COVID-19: global perspectives (Equidade em saúde e Covid-19: perspectivas globais, em português) na revista International Journal for Equity in Health.

O texto compila estudos de casos de várias regiões do mundo e mostra que a Covid-19 afeta em maior proporção as populações mais vulneráveis, como negros, indígenas, populações privadas de liberdade ou em situação de rua.

No caso do Brasil, Inês Dourado e Luis Eugênio de Souza mostram que o novo coronavírus chegou ao país de avião, vindo da Europa, trazido por pessoas de classe alta, em sua maioria brancas e com alta escolaridade, e que depois contaminou os empregados domésticos, negros e com baixa escolaridade, que disseminaram o vírus em populações mais pobres.

Os autores trazem dados das desigualdades em diversos aspectos: acesso aos serviços de saúde público e privados e a leitos de UTI; acesso ao saneamento básico; étnico-racial; e se segmentos vulnerabilizados, como portadores de HIV e população sem teto. As discrepâncias nos indicadores revela como as taxas de infecção e letalidade da Covid-19 no país incidem sobre justamente quem deveria receber melhor assistência pelo princípio da equidade.

Leia o artigo na íntegra, publicado na International Journal for Equity in Health, em inglês.

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