Abrasco na imprensa: 10 milhões de diagnósticos positivos de coronavírus no Brasil

Cemitério sendo desinfectado, em Salvador/BA | Foto: Semop/ Prefeitura de Salvador

Nessa quinta-feira (18/2) dados do consórcio de imprensa indicaram que o Brasil atingiu o marco de 10.028.644 casos de pessoas diagnosticadas com coronavírus. São 243.610 óbitos causados pela doença. Desde o início da pandemia, a Abrasco emite alertas e dialoga com a população: as mortes são evitáveis, e há muitos erros de gestão. Confira declarações de pesquisadoras e pesquisadores da Abrasco à imprensa.

Na matéria Brasil chega a 10 milhões de diagnósticos positivos de Covid-19, mas especialistas estimam que número real seja o dobro, publicada pelo O Globo em 18/2, destacou-se o posicionamento da Abrasco sobre rastreamento do vírus e controle da pandemia: “A Abrasco afirma que a falta de orientação geral por parte do Ministério da Saúde abriu terreno para a falta de padronização nas orientações e enfraqueceu a capacidade da rede de combater o espalhamento do vírus”.

Gulnar Azevedo e Silva, presidente da Associação, afirmou que “não se conseguiu estabelecer uma regra básica de saúde pública”. No Brasil, não aconteceu o isolamento de pessoas doentes, tampouco de seus contatos, o que impossibilita o bloqueio da transmissão do vírus. “Os países que conseguiram bloquear bem, como Austrália e Nova Zelândia, fizeram isso. Só que o Brasil não está conseguindo fazer isso, por vários motivos, a testagem é um deles”, afirmou.

Na mesma matéria, os pesquisadores Pedro Hallal e Maria Amélia Veras, da Comissão de Epidemiologia da Abrasco, falaram sobre a subnotificação dos casos no país. “O Brasil tem, no mínimo, 20 milhões de casos acumulados, mas eu acho que está mais perto dos 40 milhões”, pontuou Hallal. Já Maria Amélia destacou que a falha em identificar 50% dos casos tem consequências graves, e que “a falta de testes é um sintoma da falta de cuidado que se dedica à vigilância epidemiológica no Brasil”. Leia matéria na íntegra.

Para o portal Sputnik Brasil, Gulnar falou sobre a lentidão no processo de vacinação. A professora afirmou que o problema é o governo federal: “O problema está no governo brasileiro negociar com as outras fabricantes. Só agora o governo brasileiro fechou o contrato do restante das doses do Butantan […]. A Anvisa faz o papel dela e cada um tem que fazer o seu papel, todos os esforços, hoje, são necessários”. Leia a matéria Falta de vacinas não é culpa da Anvisa, mas do governo, avaliam especialistas em saúde pública, publicada em 18/2.

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