ABRASCO e Cebes repudiam retrocesso na política de enfrentamento da aids


6 de junho de 2013

 

NOTA DE REPÚDIO – ABRASCO E CEBES

 

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco e o Centro Brasileiro de Estudos da Saúde – Cebes vêm a público repudiar os sinais de retrocesso na política brasileira de enfrentamento da epidemia da aids.

 

Os sucessivos vetos do Ministério da Saúde a campanhas de prevenção dirigidas a populações mais expostas à infecção pelo HIV e a recente exoneração do Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco, em função de ações voltadas às profissionais do sexo, vão em direção oposta às evidências técnicas e científicas de promoção da saúde e à construção histórica coletiva da resposta brasileira à aids.

 

A decisão do governo de atender os pleitos de setores conservadores e religiosos não pode violar o Estado laico nem impor prejuízos às políticas de saúde pública acertadamente baseadas na promoção dos direitos humanos, no combate ao estigma e ao preconceito, e na redução da exclusão social das populações e grupos mais vulneráveis.

 

 

Ainda no Portal Viomundo, texto de Conceição Lemes aborda 'o preconceito, o oportunismo, o conservadorismo e a ignorância venceram mais uma vez a saúde pública e violaram direitos.

 

Em entrevista exclusiva para a Agência de Notícias da Aids após a sua exoneração do cargo de Diretor do Departamento de DSTs, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco se disse triste por não poder concluir projetos iniciados em sua gestão, mas satisfeito com seu trabalho e por tê-lo realizado de maneira ética e transparente.

 

Para o agora ex-diretor, não há riscos da resposta brasileira à aids estar ameaçada e os protestos não devem se focar na pessoa do ministro Alexandre Padilha.

 

Confira aqui a entrevista.

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