Ana Lúcia Pontes fala sobre a vacinação da população indígena de São Gabriel da Cachoeira

Vacinação de indígenas urbanos faz parte do grupo prioritário desde o dia 16 de março / Foto: Divulgação

Na última quinta-feira (01), a Folha de S. Paulo publicou a matéria “Cidade mais indígena do país exige vacinação em massa” sobre a taxa de mortalidade da população indígena residente na cidade de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, por covid-19: 17 vezes maior que a média nacional, de acordo com o levantamento da Fiocruz.

A reportagem traz a análise da coordenadora do GT de Saúde Indígena Ana Lúcia Pontes e também cita Maria Luiza Garnelo, membro da diretoria da Abrasco, responsável por apresentar ao Ministério Público Federal números que comprovam o alto índice de letalidade dos indígenas de área urbana de S. Gabriel da Cachoeira, se comparado com os não indígenas.

Por conta do percentual de morte elevado, foi enviado um ofício ao Ministério Púbico Federal e ao governo do Amazonas exigindo a vacinação em massa da população indígena da cidade para cumprir a decisão de Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal) de 16 de março, que incluiu indígenas urbanos no grupo prioritário.

“O direito étnico-cultural não deveria estar associado ao lugar de residência. A pessoa é indígena independentemente do contexto onde reside. Fazer a distinção por local de residência é bastante discriminatório”, afirma Ana Lúcia Pontes.

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