Consulta Pública consolida critérios para novo levantamento epidemiológico em Saúde Bucal

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Encontra-se em organização a nova edição do levantamento epidemiológico nacional em saúde bucal, batizado de SB Brasil 2020. Com o objetivo de atualizar a situação dessa dimensão da saúde de brasileiras e brasileiros, a pesquisa encontra-se na fase de Consulta Pública para que grupos de pesquisa e profissionais dos serviços possam avaliar e colaborar com a metodologia a ser utilizada. O prazo para participar da Consulta é até 17 de janeiro. Clique e acesse o documento. 

A formatação do levantamento foi iniciada em 2018. A convite da Coordenação de Saúde Bucal do Departamento de Saúde da Família, subordinado à Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde (SAPS/MS), o departamento de Odontologia Social e Preventiva da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (DOSP/FO/UFMG) lidera o grupo técnico, contando com docentes de outros departamentos da mesma Faculdade e um grande grupo de assessores, oriundos de outras 10 instituições, com representatividade das cinco regiões nacionais.

Docente do DOSP/FO/UFMG e ex-coordenadora do Grupo Temático Saúde Bucal Coletiva (GT SBC/Abrasco), Efigênia Ferreira e Ferreira é a coordenadora nacional do SB Brasil 2020. Além de Efigênia, outros cinco membros do GT compõem o núcleo de coordenação: Mario Vettore, Raquel Ferreira Conceição, Mara Vasconcellos, Andrea Maria Duarte Vargas e Rafaela da Silveira Pinto.

O SB Brasil 2020 dará continuidade a uma série histórica que conta com dados de quatro grandes levantamentos nacionais anteriores, realizados em 1986, 1996, 2003 e 2010.

“A ideia é manter essa série histórica para uma vigilância epidemiológica mais sistematizada, além de poder contribuir com o planejamento das ações do SUS em Saúde Bucal” ressalta Efigênia. Acesse a Consulta Pública, aberta até 17 de janeiro –  confira aqui o documento técnico da SB Brasil 2020.

Parceria histórica: Cristine Warmling, coordenadora do GT SBC/Abrasco, parabeniza o grupo liderado pela FO/UFMG e destaca a parceria da Abrasco com a dimensão estratégica desse tipo de levantamento para o país. “O GT compreende ser de fundamental importância a realização desse levantamento. Vários outros abrasquianos já participaram e coordenaram edições anteriores, e seguiremos apoiando a ação”.

O desafio da visita domiciliar: Passada a fase da Consulta Pública, o grupo coordenador irá sistematizar as sugestões e contribuições para finalizar o documento-técnico e submeter à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP/CNS).

Assim que o projeto final de pesquisa for aprovado, será iniciada a logística para a definição dos domicílios a serem visitados, identificando participantes para cinco grupos etários: 5 anos, 12 anos, de 15 a 19 anos, de 35 a 44 anos e acima de 60 anos. A expectativa é avaliar as condições da saúde bucal de 30 mil pessoas, segundo reportagem do Ministério da Saúde. A previsão para início das visitas é o mês de abril.

Para Efigênia, esta etapa será um grande desafio. “Teremos a colaboração dos coordenadores estaduais de saúde bucal, com quem realizamos uma oficina de trabalho e sensibilização em setembro passado. No entanto, queremos também contar com o apoio da comunidade científica para a divulgação da pesquisa junto ao conjunto da população” ressalta a abrasquiana.

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