Covid-19: pessoas idosas precisam de atenção especial

Em tempos de pandemia do Covid-19, cumpre-nos alertar para um público que permanece espantosamente invisível: as pessoas idosas. Ainda que os mais velhos sejam sabidamente os mais vulneráveis, muito pouco é dito em relação a como abordá-los, como apoiá-los e como cuidar deles de modo integral e equânime, como preveem os princípios do SUS. As famílias e pessoas cuidadoras encontram-se perdidas em meio a uma avalanche de informações inespecíficas e contraditórias.

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Outra vez, subjazem questões transversais – de nível socioeconômico, de raça/cor e de gênero que não foram contempladas. Outras permanecem sem ser respondidas: Em que ponto da rede de saúde as pessoas idosas com síndrome gripal serão identificadas? Quando suas especificidades serão contempladas? Qual é a porta de entrada que está apta a recebê-las? Como alcançar os subgrupos mais vulneráveis, entre eles os que vivem sozinhos, aqueles com declínio da capacidade cognitiva, os mais frágeis e dependentes? Onde vivem? Onde buscarão ajuda em caso de agravamento de uma condição respiratória? Onde encontrarão cuidados integrais, inclusive, os paliativos, caso indicado?

Acima de tudo, a voz do idoso não está sendo ouvida. Deveria caber ao Conselho Nacional de Direitos das Pessoas Idosas (CNDI) o papel de coordenação, monitoramento e elaboração de propostas. No entanto, há no CNDI a necessidade de mais voz nesse debate e de articulação com as organizações da sociedade civil, com os demais conselhos de direitos e de políticas e com
instituições acadêmicas com credibilidade para apoiá-los.

A Abrasco conclama as autoridades sanitárias – Ministério da Saúde e secretarias estaduais e municipais de saúde – e as organizações da sociedade civil voltadas para a defesa dos direitos humanos, do direito à saúde e dos direitos das pessoas idosas a desenvolverem, com a urgência e o cuidado necessários, ações específicas de proteção às pessoas idosas, ao tempo em que se coloca à disposição para colaborar, em especial, por meio de seu Grupo Temático Envelhecimento e Saúde Coletiva.

Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO
Grupo Temático Envelhecimento e Saúde Coletiva

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