Relembre o 2º Seminário Temático do GT Educação Popular em Saúde da Abrasco

*Texto de Luanda Lima, coordenadora do GT Educação Popular em Saúde da Abrasco

Em fevereiro de 2020 , aconteceu o 2º Seminário Temático do GT Educação Popular e Saúde da Abrasco, na Universidade Federal do Piauí (UFPI), na Parnaíba. O espaço antecedeu ao VI Encontro Nacional de Educação Popular em Saúde (ENEPS), e reuniu integrantes e não integrantes do GT. O evento contou com painéis temáticos que, posteriormente, subsidiaram artigos para a edição temática  Educação Popular em Saúde da Revista de Educação Popular (PROEXC/UFU). É possível assistir à programação completa, na TV Abrasco. Confira:

Painel Temático 1: Concepções de uma educação popular: atualizações e/ou continuidades de um tempo articulado com presente vivido 
Dialogista: Reinaldo Fleuri, professor da UFSC.

A partir do texto disparador Paulo Freire e cosmovisões ancestrais, Reinaldo Fleuri abordou os princípios do Bem Viver: reciprocidade, relacionalidade, complementariedade e solidariedade entre indivíduos e comunidades, numa perspectiva decolonial. O dialogista refletiu sobre os elementos epistemo-pedagógicos de Freire nas lentes dos saberes de povos originários de Abya Ayala, numa análise potente e poética.

Fleuri posteriormente aprofundou sua análise, em coautoria com Carla Albuquerque (Unirio), no artigo Lições da pandemia: aprender com outras epistemologias o cuidado coletivo com reciprocidade, publicado na Revista de Educação Popular da Universidade Federal de Uberlândia. Assista ao painel:



Painel Temático 2: Eixo de pesquisa na Educação Popular e Saúde : desafios atuais e perspectivas
Dialogista: José Ivo Pedrosa, vice-presidente da Abrasco e professor da UFDPar.

Numa reflexão sobre o papel da universidade, da ciência e da educação popular, José Ivo Pedrosa analisou os desafios e perspectivas da pesquisa na Educação Popular e Saúde. Partindo de questionamentos acerca da construção de pesquisas com e não sobre os sujeitos, o dialogista reflete sobre o que é um problema científico e como construir uma pesquisa no campo da educação popular, questionando que lugar a pesquisa ocupa nesse campo.

Baseado nas discussões realizadas no seminário, José Ivo Pedrosa posteriormente aprofundou sua análise, em coautoria com Sonia Acioli (UERJ), no artigo Os processos de produção de conhecimentos e pesquisa na educação popular e saúde, publicado na Revista de Educação Popular da Universidade Federal de Uberlândia. Assista ao painel:



Painel Temático 3: Como a Educação Popular contribui para os processos formativos?
Dialogista: Grasiele Nespoli, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz.

Grasiele Nespoli pensou sobre os processos formativos em saúde e na sua intersecção com a Educação Popular (EP), analisando as políticas e estratégias de formação da área da saúde e ressaltando pontos essenciais dessa intersecção, como a sistematização, a partir de experiências formativas pautadas na EP, como o Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde (EdpopSUS), coordenado pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz).

Grasiele Nespoli posteriormente aprofundou sua análise, em coautoria com Helena David (UERJ) e Marcos Lemões (UFPel), no artigo Incertezas em tempos de pandemia publicado na Revista de Educação Popular da Universidade Federal de Uberlândia. Assista ao painel:



Painel Temático 4: Eixo de Formação na Educação Popular e Saúde – desafios atuais e perspectivas
Dialogista: Luanda Lima, do Instituto Fernandes Figueira/Fiocruz.

Partindo da concepção de formação e processo formativo, Luanda Lima abordou os principais desafios e perspectivas para a formação na atualidade. Discutiu questões relacionadas com a distribuição de recursos para ações de formação e nossas possibilidades de construção e fortalecimento do campo da educação popular e de movimentos sociais e comunitários num contexto de avanço do ultraconservadorismo. O diálogo reflete sobre a construção de uma escuta atenta e amorosa, que acolha as demandas da população e dos grupos vulnerabilizados, unindo e potencializando ações locais, nacionais e internacionais.

Luanda Lima posteriormente aprofundou sua análise, em coautoria com Renata Pekelman (GHC), no artigo O diálogo como estratégia formativa perspectivas a partir da Educação Popular em Saúde publicado na Revista de Educação Popular da Universidade Federal de Uberlândia. Assista ao painel:



Painel Temático 5: Educação Popular: Discursos, textos, contextos e conjunturas
Dialogista: Helena David, professora da UERJ.

No painel, Helena David provocou um debate sobre qual o sentido da educação popular e saúde na atual conjuntura, focalizando a discussão em dois pontos: a ideia do “popular” na educação em saúde, e indagou a respeito desse popular hoje. Ao longo do diálogo observamos a troca de experiências, ideias, estratégias e jeitos possíveis que, coletivamente, podem ser produzidos. Sabendo que o caminho se faz ao andar, e que a estrada é dura e longa, mas é o que confere sentido ao nosso viver.

Helena David posteriormente aprofundou sua análise, em coautoria com  Grasiele Nespoli (EPSJV/Fiocruz) e Marcos Lemões (UFPel), no artigo Incertezas em tempos de pandemia publicado na Revista de Educação Popular da Universidade Federal de Uberlândia. Assista ao painel:



Painel Temático 6: EPS, os processos de pesquisa e produção do conhecimento
Dialogista: Sonia Acioli, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Partindo do desafio de articular debates sobre ações – Práticas de EPS, Processos de Pesquisa e Produção de Conhecimentos – que, em geral, acontecem de modo desarticulados, ou cujas reflexões ocorrem mais frequentemente de modo isolado, Sonia Acioli uniu reflexões sobre o modo de pensar e fazer a prática pedagógica situado na luta histórica contra as várias formas de opressão e o não reconhecimento dos diversos saberes, em especial, os saberes populares e tradicionais. Desse modo, considerando a diversidade de práticas e saberes presentes na EPS, discutimos sobre escolher formas de fazer pesquisa que partam do concreto e das experiências cotidianas, promovendo diálogo entre as várias ciências e saberes.

Sonia Acioli posteriormente aprofundou sua análise, em coautoria com José Ivo Pedrosa (UFDPar), no artigo Os processos de produção de conhecimentos e pesquisa na educação popular e saúde, publicado na Revista de Educação Popular da Universidade Federal de Uberlândia. Assista ao painel:



Painel Temático 7: Diálogo da EPS e as múltiplas linguagens
Dialogista: Vera Dantas, da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza/CE.

Num diálogo acerca das múltiplas linguagens e a importância da experiência, Vera Dantas refletiu sobre as contribuições da educação popular para o campo da saúde, especialmente da saúde coletiva, uma perspectiva problematizadora, reflexiva, amorosa e crítica, que nos permite repensar os processos de saúde coletiva numa perspectiva efetivamente universal, necessária para a consolidação do SUS. A dialogista apresentou as possibilidades criativas de unir tais questões ao incorporar a arte e suas múltiplas linguagens, no Brasil e na América Latina, compreendendo a arte como espaço de expressões múltiplas, de potência transformadora que nos conduz à tensão entre arte e racionalidade; entre arte e ciência, e entre a arte no contexto da experiência formativa em saúde e dos enfrentamentos com a ordem social.

Vera Dantas posteriormente aprofundou sua análise, em coautoria com César Paro (UFRJ) e Pedro Cruz (UFPB), no artigo Educação popular em saúde, arte e múltiplas linguagens, publicado na Revista de Educação Popular da Universidade Federal de Uberlândia. Assista ao painel:


+ Confira os artigos publicados na edição temática  Educação Popular em Saúde da Revista de Educação Popular (PROEXC/UFU).

+ Acesse os documentos orientadores dos painéis.

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