Manifestações culturais também estarão no 2º Sibsa


Produção de conhecimento, articulação de lutas e também de cultura. Elemento fundamental da compreensão do processo saúde-doença e front importante das conquistas sociais, a cultura e a arte estarão presentes em toda a programação do 2º Simpósio Brasileiro de Saúde e Ambiente (2º Sibsa). Todos os dias haverá atividades culturais no Minascentro, e na noite de segunda-feira (20), está programada uma atividade de integração no Mercado Distrital do Cruzeiro com dois shows.

As expressões vão do maracatu à música de viola, do forró à dança contemporânea, e privilegiam a produção realizada no estado de Minas Gerais. Haverá também três exposições de fotografias, com os trabalhos de André Mantelli, Mercedes Zuliani, Tuira Tule, Ivanessa Brito e os fotógrafos do Projeto Vidas Paralelas do Campo. Conheça os artistas e os horários das apresentações:

Trovão das Minas: O grupo mineiro pesquisa há 12 anos o Maracatu Nação, expressão da cultura popular pernambucana. A percussão é o principal elemento musical desse gênero, com destaque para os sons ritmados tirados da alfaia, da caixa, do agbê, do ganzá e do gonguê que, junto com as loas (canto) e o apito do regente, contagiam o público. Hoje em dia, o Trovão é formado por 20 batuqueiros, como são chamados os percussionistas desta manifestação, que além de pesquisarem e representarem essa cultura tradicional  apresentam um trabalho de composições próprias.

Horário: Dia 19/10, das 20h30 às 21h, no Minascentro

Grupo Samba de Terreiro : O grupo tem como ideal reverenciar o samba profano proveniente do “Terreiro”, termo mais popularmente usado para identificar os templos religiosos de matrizes africanas no Brasil, local onde se fomentou não somente o nascimento do samba, mas também de diversas outras manifestações musicais que fazem parte do patrimônio cultural do Brasil.  A base instrumental é estruturada nos tambores do candomblé, que são acompanhados por outros instrumentos como a viola caipira, cavaquinho, saxofone, flauta e trompete. Grande parte do repertório é composta de cantigas de domínio público, representadas em várias linguagens musicais fundamentadas nas matrizes Africanas. O Samba de Terreiro é composto por Camilo Gan (percussão e vocal), Leonardo Alabê (percussão e vocal), Cumpadre Carlinhos (trompete e vocal) e Lucio Nei (percussão e vocal). As sambadeiras são Elba Santos (dança e vocal), Camila Sá (dança e vocal) e Chica Reis (dança e vocal). A produção é de Josi Costa

Horário: Dia 20, Das 9:30hs às 10hs 

Pereira da Viola: Nascido na Comunidade Quilombola de São Julião – distrito de Teófilo Otoni, em Minas Gerais, Pereira da Viola alia a arte à militância cultural por meio das pesquisas sobre a cultura popular do Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres do Brasil, mas ricas em diversos tipos de manifestações culturais. Ainda jovem, após rica experiência como presidente de um sindicato rural, aproximou-se de movimentos sociais e pode ampliar seus horizontes culturais, o que acabou por culminar no desenvolvimento de sua habilidade ao violão e, mais tarde, no instrumento que veio lhe consagrar como grande representante das artes do Brasil e de Minas Gerais – a viola. Com 6 CD´s autorais (“Terra Boa”, “Tawaraná”, “Viola Cósmica”, “Viola Ética”, “Akpalô” e “Pote”), todos lançados em pequenos selos independentes, Pereira da Viola também participou de relevantes trabalhos coletivos, festejados pelos amantes da música regional brasileira.

Trio Gandaiêra: Os jovens Daniel Luis de Gouvêa, Danilo Alves e Cristiano Brandão se conheceram nas rodas de forró de Belo Horizonte e, encantados com o ritmo nordestino, se juntaram para fazer do amor à música a expressão artística deles próprios, respeitando a tradição do triângulo, da zabumba e da sanfona com um repertório que valoriza as melhores composições de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Raimundo Fagner, Trio Nordestino, Trio Forrozão, Trio Virgulino, Alceu Valença, Flávio José, Santana, entre outros.

Horário: Dia 20/10, das 19h30 às 23h, no Mercado Distrital do Cruzeiro

Código Movimento: A agrupação artística sediada em Belo Horizonte e dirigida pela dançarina Priscila Patta desenvolve pesquisas em linguagens do movimento. O foco do grupo está em potencializar formas individuais de se expressar através da dança, por meio da pergunra Qual é o código do SEU movimento? No 2º Sibsa apresentarár o espetáculo “A Dança Que Digiro”.

Horário: Dia 21/10, das 9h30 às 10h, no Minascentro

Warley Henrique: Considerado pela crítica especializada um dos instrumentistas mais brilhantes da nova geração em Minas Gerais, Warley Henrique tem como referência grandes nomes da música brasileira tais como: Pixinguinha, Tom Jobim, Waldir Azevedo, Cartola, Jacob do bandolim, entre outros. Conta com dois CDs lançados. O último, cujo o título é  “Pra quem não me conhece” foi  lançado em junho de 2014 e conduz o ouvinte por uma história artística para o cavaquinho, passando pelo rock, soul, samba, baião, maracatu, congado, bossa nova e jazz. . Na obra, além de tocar seu cavaquinho de 5 cordas, Warley canta na faixa: “Pensando na Vida”.

Horário: Dia 21/10, das 18h às 18h50, no Minascentro

Companhia Circunstância: Formada pelos artistas Diogo Dias, Luciano Antinarelli, Evandro Heringer, Miguel Safe, Dagmar Bedê e Yuri Pinto, a trupe se dedica desde 2004 à arte da palhaçaria e do teatro de rua, realizando espetáculos, intervenções e oficinas em diversas cidades e estados do Brasil. A qualidade do trabalho é reconhecida pelo público e pelas agências de fomento e parceiras com produtores de espaços teatrais. Atualmente, a Circunstância está com o espetáculo “De Mala às Artes”, que resgata contos e histórias de Pedro Malazartes, personagem conhecido não apenas no Brasil, mas em diversos países da América e Europa. No 2º Sibsa, apresentarão a montagem “Viva na Roda”.

Horário: Dia 22/09, das 9h30 às 10h, no Minascentro

Exposição de fotografias:

Projeto Vidas Paralelas do Campo (PVP CAMPO)
: A mostra traz o fruto das oficinas e trocas de experiências com trabalhadores em assentamentos e comunidades do MST, MPA, MMC e coletivos envolvidos na Campanha Contra os Agrotóxicos e pela Vida em 15 territórios.

Baía de Sepetiba e Santa Cruz: Com fotografias de André Mantelli, a exposição é uma ação do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul  (Pacs) e denuncia as violações de direitos humanos cometidas pela Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) sobre os/as moradores/as de Santa Cruz e pescadores da Baía de Sepetiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que, apesar das adversidades, segue em busca de um futuro legal.

Em movimento: As fotografias de Mercedes Zuliani, Tuira Tule e Ivanessa Brito trazem em suas imagens a premissa que fotografar é mais que olhar. Para as artistas, fotografar é ser tocado e tocar e agir. Na mostra, imagens da luta pela terra e ações políticas e sociais de demais movimento, convidando a todos a descongelar estes instantes capturados

Local: Hall do Minascentro, durante todo o evento

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