CANCELADO: Nethis reabre ciclo de debates abordando doenças negligenciadas

ANÚNCIO EM 17/03 – Como medida coletiva de contenção do avanço do novo coronavírus, foram canceladas as sessões para o 1º semestre de 2020 do XI Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública, com o tema geral de Doenças Negligenciadas.
Assinado: Comunicação Nethis/Fiocruz

Instalado na sede de Brasília da Fundação Oswaldo Cruz, o Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde (Nethis/Fiocruz Brasília) convida a comunidade da Saúde Coletiva a acompanhar seu Ciclo de Debates, que neste semestre discutirá diferentes aspectos relacionados às doenças negligenciadas, desde os científicos até os políticos e socioeconômicos. A abertura será no próximo 19 de março, às 14 horas, e haverá transmissão pelo YouTube.

Com investimentos reduzidos em pesquisas e produção de medicamentos, as doenças negligenciadas afetam cerca de 1.5 bilhão de pessoas em todo mundo, segundo o projeto G-Finder, que acompanha investimentos destinados à pesquisa e desenvolvimento em saúde global. Seu padrão endêmico, muitas vezes restrito a países em situação de extrema pobreza e vulnerabilidade, e/ou a bolsões territoriais e sociais de nações de baixa e média renda, e o fato de, em muitos casos, não exigirem vultuosas somas em medicamentos, mas sim um acompanhamento profilático e ecológico,  faz com que não haja interesse global na erradicação ou redução das mesmas.

De acordo com o abrasquiano e coordenador do Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde (Nethis/Fiocruz Brasília), José Paranaguá Santana, o desinteresse das indústrias privadas em investir recursos em prol das doenças negligenciadas decorre do baixo retorno lucrativo dessas enfermidades. “Somente algo em torno de 1% dos novos medicamentos lançados nas últimas décadas se destinaram às doenças negligenciadas”, afirma.

Ele explica que a prevalência do interesse privado sobre o público no trato dessas enfermidades acaba afetando desproporcionalmente países em desenvolvimento e populações que vivem na pobreza. “A maior parte das doenças negligenciadas ocorre em países pobres da África e em regiões carentes de países ricos ou emergentes, como o Brasil, África do Sul e Índia, por exemplo”.

A primeira sessão do Ciclo será realizada em 19 de março, quinta-feira,  a partir das 14 horas, no auditório externo da Fiocruz Brasília, com o título: “Doenças Negligenciadas, Desenvolvimento e Desigualdades. A atividade terá a participação de Carlos Morel, diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, e de Mariângela Simão, diretora-geral adjunta de Acesso a Drogas, Vacinas e Fármacos da Organização Mundial da Saúde (OMS). A mediação será de Nísia Trindade, presidente da Fiocruz.

A sessão será também a Aula Magna da Escola de Governo Fiocruz – Brasília. O debate será transmitido ao vivo pela internet, e interessadas e interessados poderão participar das discussões, encaminhando perguntas e comentários por meio do chat. Confira aqui vídeos de edições anteriores. 

Já estão marcadas as demais mesas, que irão desdobrar o tema das doenças negligenciadas, como eixo de pesquisa e desenvolvimento (23/04, manhã); avaliação das doenças nas populações mais vulneráveis (23/04, tarde); sua relação com a indústria farmacêutica (21/05, manhã); e com a indústria dos alimentos (21/05, tarde), e que contará com os abrasquianos José Gomes Temporão, Zulmira Hartz, Reinaldo Guimarães e José Agenor da Silva, entre outros pesquisadores. Confira aqui a programação completa.

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