Abrasco Livros organiza sessão de autógrafos com José Miguel Wisnik em aula inaugural da COC/Fiocruz

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Uma aula inaugural com um ou uma docente convidado é sempre uma oportunidade de aprender e conhecer pessoalmente uma pessoa que se destaca no cenário do conhecimento. Quando há ainda uma sessão de autógrafos é um programa imperdível. Foi o que aconteceu  na aula inaugural “Mariana e Brumadinho – fraturas expostas”, promovida pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) em 25 de março e que uniu ciência, história, saúde coletiva e arte com as palestras de Carlos Machado de Freitas, coordenador do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (CEPEDES/Ensp/Fiocruz) e integrante da Estratégia Internacional das Nações Unidas para a Redução de Desastres; e de José Miguel Wisnik, músico, compositor e professor livre-docente de literatura brasileira da Universidade de São Paulo (USP). Wisnik é autor da obra “Maquinação do mundo: Drummond e a mineração”, lançado em 2018 pela Companhia das Letras. Ao final, Wisnik autografou o livro, exposto pela equipe da Abrasco Livros.

“É um prazer estar na Fiocruz, lugar sempre caloroso comigo e estimulante, do ponto de vista da discussão que fizemos hoje, nesta aula inaugural em tabelinha com o professor Carlos. Essa sessão de autógrafos de “Maquinação do mundo: Drummond e a mineração” sela esse encontro com um rica troca de afetos” disse o autor.

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Ao perceber um veio inexplorado sobre um de nossos maiores poetas, José Miguel Wisnik buscou na vasta obra drummondiana, tanto nos poemas como nas crônicas, ensaios e artigos jornalísticos, os elementos que ligavam nesse grande autor, ao mesmo tempo apegado ao provinciano lugar de origem e marcado pelo sentimento universal e social. “A obra de Drummond é marcada por momentos em que o real vem de fora e explode no tempo, trazendo consigo um mundo de histórias surdas e invisibilidades” disse o livre docente abrindo assim sua palestra no Museu da Vida.

Wisnik pontuou  os momentos em que Drummon insistiu no tema, em parte motivado pela força da paisagem do Pico do Cauê, pedaço de serra que se abria à janela da casa do garoto Drummond e que foi explorado pela companhia inglesa Itabira Iron Ore Company. A empresa estrangeira foi comprada por Getúlio Vargas e foi a base para a criação da Companhia Vale do Rio Doce, em 1943. O Pico do Cauê foi completamente desbastado. “Itabira ficaria com os males, e a Vale com o lucro”.

Em sua palestra, Carlos Machado de Freitas uniu as teses sobre a história, de Walter Benjamin, ao cenário internacional dos desastres provocados pela ação do capitalismo e da violenta transformação por esse sistema imposta à natureza. “Desastres da Samarco, em Mariana, e da Vale, em Brumadinho, constituem fraturas expostas da mineração, permitindo vislumbrar um universo pouco acessível em “situações normais”, em que as falhas e anormalidades, incidentes e acidentes de menor impacto tornaram-se invisíveis e são transformados em “normalidades”.

O jornalismo da Casa de Oswaldo Cruz fez a cobertura completa da aula inaugural – clique aqui.  A Abrasco Livros estará na próxima quarta-feira, 03 de abril, promovendo nova sessão de autógrafos, dessa vez com José Luís Fiori, professor do Instituto de Economia da UFRJ e um dos fundadores do Instituto de Medicina Social (IMS/Uerj), que participará do Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos (CEENSP) como o tema Geopolítica internacional: a nova estratégia americana e autografará a sua nova obra “Sobre a Guerra”, também disponível para compras no local e pela internet. Acesse o site da Abrasco Livros 

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