Esquenta Abrascão: a Saúde Coletiva precisa fomentar novas práticas democráticas

Num momento singular da nossa história discutir o papel do conhecimento da Saúde Coletiva frente à democracia e diversidade faz-se fundamental. Esta foi a tônica da sessão Saúde é Democracia e Diversidade, a última das 12 sessões do Esquenta Abrascão.

A abertura foi de Rosana Onocko Campos, presidente da Abrasco, que saudou os participantes, o público e a importância desse debate. “Acho muito auspicioso que a Saúde Coletiva decida retomar um olhar sobre o campo, e não só sobre as especialidades”.

Coube a Lígia Kerr a primeira fala e, em torno da história da Covid-19 no Brasil e no mundo, a docente da UFC e vice-presidente da Abrasco trouxe como a construção democrática da sociedade passa pela compreensão de ciência. “Como um pedaço de pano que serve para proteger a vida, como são as máscaras de pano, são entendidas como uma restrição à liberdade?”.

As docentes Suely Deslandes e Carmen Teixeira abordaram a construção de novas formas de participação democrática para esse novo tipo de sociedade que emerge no século XXI. Para Deslandes, a diversidade deve servir de liga entre democracia e equidade. Já Teixeira destacou a necessidade de se ultrapassar o modelo da democracia participativa por meio dos conselhos. “É necessário chegar aos diversos segmentos, organizados ou não, da população. Isso exige da gente pensar em novas estratégias de comunicação”.

vão conversar sobre a força da diversidade e os desafios postos para o futuro.

Participaram ainda nos comentários os docentes Deivisson Vianna e Monique Esperidião. A coordenação foi de Lilia Blima Schraiber.

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