Comunicação, saúde e cidadania norteiam a preparação da 15ª CNS


A comunicação e a mobilização para a 15ª Conferência Nacional de Saúde, que será realizada entre os dias 1º a 4 de dezembro, em Brasília,  foram discutidas nesta quarta-feira (29) no Abrascão 2015. A mesa redonda A Comunicação e a nossa prática na construção da 15ª CNS contou com a participação de Kátia Souto, integrante do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e  da Secretaria de Gestão Participativa do Ministério da Saúde (SGEP/MS) e do jornalista e pesquisador Rodrigo Murtinho, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (ICICT/Fiocruz). A mediação foi de Cleoneide Paulo Oliveira Pinheiro, também do CNS.

Os debatedores destacaram a necessidade da regulamentação da mídia e da participação social em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). Kátia Souto enfatizou a necessidade do “resgate do papel da comunicação com os movimentos, pois o debate social faz parte da construção do SUS”. A participação social, segundo a conselheira, é reflexo de um debate coletivo e representa uma das ações que fomentam a sensação de pertencimento ao SUS por parte da sociedade.

Outro ponto colocado por Kátia Souto é o desafio da linguagem da saúde que, muitas vezes, impossibilita a compreensão das discussões por de quem quem não atua cotidianamente no campo da saúde. “O SUS faz parte da vida comum, por isso é preciso ampliar os espaços de ‘escuta’, de diálogo e da participação cidadã”, ressaltou Kátia Souto.

Integrante do Grupo Temático Comunicação e Saúde (GTCOM), da Abrasco, Rodrigo Murtinho argumentou que, para se pensar em cidadania plena a partir de conceitos ampliados e dentro de um processo democrático, é necessário refletir sobre as relações do direito à saúde e do direito à comunicação, superando a relação meramente institucional e funcional. Também jornalista de formação, Kátia Souto reforçou a ideia.”A comunicação em saúde deve ser articulada na ideia do direito à cidadania”.

“A comunicação hoje está no centro das discussões políticas, quase todos os setores têm se manifestado sobre o tema”, afirmou o pesquisador do ICICT/Fiocruz. Segundo Murtinho, este debate é permanente e passa por projetos de lei, regulamentação da mídia, acesso à banda larga, concentração da mídia em grupos de poder, efetivação do Marco Civil da Internet, dentre outros assuntos.

Durante o debate, o secretário executivo do Conselho Nacional de Saúde, José João Lanceiro da Palma, aproveitou para apresentar o site oficial da 15ª CNS, que conta com diversas ferramentas e recursos colaborativos e de diálogo, criados para reforçar a participação social e ampliar o acesso à comunicação sobre a atuação e discussão das etapas municipais, estaduais e da nacional. A participação da sociedade em outras conferências de saúde já resultou em contribuições nas discussões sobre o resgate do caráter público dos meios de comunicação e sobre a democratização dos meios de comunicação. A tirar por esta mesa redonda realizada no Abrascão de Goiânia, é alta a expectativa para que a 15ª CNS alcance e consolide uma comunicação efetiva em saúde a serviço do fortalecimento do SUS.

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