Submissão e aprovação de resumos do 3º Congresso de Política, Planejamento e Gestão em Saúde supera expectativas

Ponte Newton Navarro, que faz a ligação dos bairros da zona norte de Natal aos da zona leste e ao litoral sul

Pujança na produção de um conhecimento que articula o fazer científico com as práticas desenvolvidas nos serviços e nos sistemas de saúde define o desafio que será o III Congresso de Política, Planejamento e Gestão em Saúde, que acontece de 1º a 04 de maio, em Natal (RN). Dos 2.743 trabalhos submetidos, 1.916 foram aprovados. Entre com seu login e senha na área restrita do site do evento e confira a situação do seu resumo. Para garantir a participação, é necessário o pagamento da inscrição até o dia 30 de março. Em breve, serão disponibilizadas as datas e horários das apresentações.

Todos os trabalhos, sem exceção, foram avaliados por dois pareceristas integrantes da Comissão Científica. Nos casos de grande divergência nas notas, um terceiro  parecerista da Comissão de Política, Planejamento e Gestão da Abrasco foi convocado para uma nova avaliação cega (sem acesso às anteriores). Uma média ponderada serviu para equilibrar vieses e impedir distorções, levando em conta também a distribuição pelos 11 eixos temáticos. O de maior procura e maior aprovação foi o de número 6: Gestão do trabalho e da educação na saúde.

O quadro final ficou assim distribuído: do total aprovado (1.916), 325 resumos foram convocados para as sessões de comunicação coordenada; 1.582 foram aprovados como pôsteres; e 09 trabalhos no suporte vídeo farão parte de sessões audiovisuais, trazendo novas linguagens para o universo científico. Foram recusados 836 resumos, uma taxa de 30,67%, cerca de 10% acima da média de recusas.

Para Alcides Miranda, professor do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e coordenador da Comissão de Política, Planejamento e Gestão, o grande número de submissões evidencia a força desse pilar formativo da Saúde Coletiva. “Os trabalhos trazem muita análise implicada com a prática, uma práxis do fazer em Saúde Coletiva, com grande participação de estudantes de pós-graduação, mas também de profissionais dos serviços e de graduandos. Parte significativa são relatos de experiências, avaliações sobre o desenvolvimento dos serviços e sistemas de saúde e dos processos tecnológicos, além das análises das práticas e das estratégias programáticas das gestões”.

O docente explica ainda a opção metodológica e política em contemplar – sem prejuízo na qualidade do debate – um significativo número de jovens graduandos que iniciam no caminho da investigação em Saúde Coletiva. “Recebemos resumos de muitos jovens que estão começando a trabalhar com a pesquisa científica e em relatos estruturados de experiências. Nossa avaliação teve o cuidado de preservar um espaço para essas novas produções. Será um congresso amplo, com uma maior participação do que imaginávamos, o que gera um bom problema em termos de espaço e aumenta nossa expectativa e responsabilidade”.

Avaliação similar é feita por Cipriano Maia de Vasconcelos, professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (CCS/DSC/UFRN) e presidente do III Congresso. “O grande número de trabalhos demonstra o interesse dos participantes pelo congresso, o que garantirá um rico debate nas comunicações e rodas de pôsteres, além dos que ocorrerão nas mesas e nos painéis”.

Cipriano agradece a participação de todos aqueles que submeteram os resumos, reforça a data do pagamento das inscrições – até 30 de março – e ressalta que o evento é um espaço estratégico para fazer dos conhecimentos em Saúde Coletiva um instrumento de ação na sociedade e do SUS um direito social.”Queremos que nosso III Congresso crie um clima de discussão interessante na área de Política, Planejamento e Gestão em Saúde, fazendo que conhecimento produzido tenha utilização adequada nos serviços e na gestão da de saúde nos municípios e nos estados. Não um conhecimento para ficar em estantes e prateleiras, mas para ser usado na pratica, e o nosso III Congresso será um espaço privilegiado para pôr essas ideias em circulação”.

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