“A saúde e o SUS na mídia” em debate no 3º Congresso de Política da Abrasco

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A mesa “A saúde e o SUS na mídia: sentidos, interesses e desafios”, no 3º Congresso Brasileiro de Política, Planejamento e Gestão em Saúde, no Centro de Convenções de Natal (RN), reuniu, de forma inovadora e dinâmica um novo formato de debate com participação ativa do público, que pôde fazer perguntas diretas aos participantes da mesa sobre o tema. Coordenada por Juciano Lacerda, da UFRN, o encontro reuniu Inesita Araújo, coordenadora do GT Comunicação e Saúde da Abrasco, e o jornalista do Jornal O Globo, Daniel Brunet.

Daniel apresentou imagens de reportagens feitas por ele no Jornal e contou das dificuldades na cobertura do tema Saúde no Rio de Janeiro, principalmente quando ligadas ao Sistema Único de Saúde. O jornalista, que escreve o “Blog Emergência” do Grupo Globo, disse que este “novo” espaço permitiu a ele uma autonomia na cobertura com matérias e reportagens tanto sobre a saúde pública quanto privada.

Inesita Araújo, que está vinculada ao ICICT-Fiocruz, disse que  a Comunicação e Saúde cria forças como campo que não só reflete, mas institui relações de poder. Um campo que produz conhecimentos e não apenas dissemina conhecimentos produzidos por outros campos. Que atua na dimensão prática, mas reconhece a dimensão política dessas práticas. Que não descarta o papel de informar, até mesmo porque reconhece o direito à informação, mas quer incluir no seu escopo estratégias de amplificação das vozes tradicionalmente silenciadas em favor das vozes autorizadas da ciência e do saber biomédico. Para ela, uma das formas de percebermos a comunicação é como um espaço de disputas pelos modos de construir os sentidos da realidade, os sentidos do mundo, os sentidos da prática social. Portanto, a luta é uma dimensão da comunicação, não se pode dissociar uma e outra.

Dentro desse contexto, a abertura para a participação do público no debate, que teve poucas palavras introdutórias, despertou interesses diversos sobre o tema da saúde e o SUS na mídia, revelando uma preocupação extremamente importante vinda de gestores e profissionais de saúde, que compunham a maior parte da plateia. Os questionamentos foram diversos que partiram desde qual a “função do jornalismo” hoje relacionadas à cobertura, passando pelos sentidos das notícias pelo receptor ao ver o SUS negligenciado pelos meios de comunicação e construindo sempre uma imagem negativa sobre o sistema público de saúde brasileiro.

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