3º Seminário Pré-Congresso de Política no Memorial da Medicina de Pernambuco


27 de julho de 2013Por Flaviano Quaresma


Intensa programação fez parte do 3º Seminário Preparatório do 2º Congresso de Política, Planejamento e Gestão em Saúde no Memorial da Medicina de Pernambuco, no Recife, na quinta 26 de julho. A Abertura contou com as presenças do Prof. Luiz Oscar Núcleo Integrado de Saúde Coletiva – Universidade de Pernambuco (NISC-UPE), Joselma Cordeiro (Grupo de Pesquisa Práxis – Política, planejamento e gestão em saúde pública), Representante Departamento de Medicina Social – Universidade Federal de Pernambuco (DMS-UFPE), Representante Núcleo de Saúde Pública – Hospital das Clínicas (NUSP-HC), Representante Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (NESC/Fiocruz-Aggeu Magalhães), e o Conselho Estadual de Saúde de Pernambuco. [Na foto à esquerda, Prof. Mário Dal Poz, IMS-UERJ]


Com coordenação da Profa. Socorro Veloso Departamento de Medicina Social – Universidade Federal de Pernambuco (DMS-UFPE), na Mesa-Redonda “Gestão do Trabalho e Educação em Saúde”, o prof. Dr. Mário Dal Poz, do Instituto de Medicina Social – Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS-UERJ), apresentou um panorama mundial das características das atividades do setor de Saúde, fazendo uma ligação com a situação do Brasil atual. De acordo com Dal Poz, há uma crescente importância dos RHS na agenda política, e mais do que isso, há uma dupla agenda, sobreposição de problemas e desafios. “Nesse sentido há uma agenda incompleta onde há os problemas dos baixos salários, baixa produtividade, baixo conhecimento sobre a área RHS (desde os anos de 1960), inadequados ambientes de trabalhos, desequilíbrio na composição de pessoal de Saúde”, disse. Os desafios, já apontados por um relatório de 2006, apresentam a dinâmica do mercado de trabalho, a migração não gerenciada, o papel crescente do setor privado, a crescente escassez/déficit de profissionais, a transição epidemiológica e a formação em larga escala. “Problemas e desafios que não só alcançam o Brasil, mas o mundo inteiro, com determinadas diferenças e especificidades. Em todos os países do mundo existem déficit e mal distribuição da força de trabalho”, pontuou. [Na foto à direita, profa. Kátia Rejane Medeiros, NESC/Fiocruz-Aggeu Magalhães]


Já profa. Kátia Rejane Medeiros, do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (NESC/Fiocruz-Aggeu Magalhães), apresentou uma pesquisa importante sobre a relação entre Responsabilidade Fical municipal e vínculos precários com os profissionais de Saúde. O estudo “Os impostos da LRF nas despesas com pessoal dos municípios brasileiros no período de 2004 e 2009” apontou a emergência da precarização como problema na gestão em Saúde no SUS e como reflexo ou efeito da Lei de Responsabilidade Fiscal. Foram 4.356 municípios analisados, garantindo mais de 80% dos municípios brasileiros, devido ao difícil acesso a bancos de dados disponíveis.


Cinthia Kalyne Alves [Na foto à direita], diretoria de Educação em Saúde – Secretaria Estadual de Saúde/PE, depois de apresentar o programa de atenção Básica à Saúde de Pernambuco com uma proposta de regionalização, apresentou os desafios: a própria regionalização da Saúde em Pernambuco, o Planejamento de médio e longo prazo, a Consolidação das intervenções Governança e Sustentabilidade, a Integração da Rede (APS, M e AC).

No segundo tempo da programação, a Mesa-redonda “Inovação e Complexo Econômico- Industrial da Saúde” foi coordenada pelo prof. Dr. Domício Sá, do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (NESC/Fiocruz-Aggeu Magalhães), com moderação do prof. José Carvalheiro (USP).


A profa. Dra. Aurea Ianni [Na foto à esquerda], da Faculdade de Saúde Pública – Universidade de São Paulo (FSP- USP), depois de uma densa apresentação de um estudo sobre o desenvolvimento de um projeto pela caracterização do projeto social para a Saúde, lançou muitas questões importantes para o público presente: “qual o projeto social da Saúde Coeltiva hoje? Qual projeto nós devemos nos vincular, na perspectiva do direito à Saúde e não ao consumo à saúde?”. Para Áurea Ianni, a política científica deverá enfrentar o desafio de uma modernidade reflexiva e autocrítica.


A profa. Dra. Heloisa Mendonça [Na foto à direita], do Departamento de Medicina Social – Universidade Federal de Pernambuco (DMS-UFPE), ressaltou a questão da mercantilização da Saúde atual e acredita que ela é o coração do processo de privatização, mercantilização dos serviços de Saúde. “Até a Atenção Básica está no foco da relação mercantilista. O Estado se tornou alvo fácil para as estruturas privadas”, pontuou.

 

Já Olga Lima, mestranda do Programa de Pós-graduação em Inovação terapêutica – Universidade Federal de Pernambuco (PPGIT-UFPE), apresentou o processo histórico da inovação e Complexo econômico-industrial da Saúde.

 

A produção da TV Abrasco produziu várias entrevistas com os participantes do 3º Seminário Pré Congresso de Política, Planejamento e Gestão em Saúde. [Na foto à esquerda, Marina Pecoraro entrevista Prof. Mário Dal Poz] Aguardem todas as entrevistas em nosso canal no Youtube!

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