Epidemiologia no mundo, nas sala de aula e nas publicações científicas vão compor as sessões especiais do Epi2017

Abertura do IX Congresso Brasileiro de Epidemiologia – Epivix – em 2014 – Foto: Abrasco

Num evento de tamanha quantidade e qualidade de pesquisadores, formuladores de políticas públicas e docentes, todos os momentos devem ser aproveitados, inclusive a hora do almoço. O Congresso Brasileiro de Epidemiologia traz em sua décima edição as sessões especiais: atividades curtas, com a duração de uma hora que colocarão foco em temas fundamentais para a área. Serão mais espaços para troca e aprendizagem, confirmando a vocação do evento em ser um dos mais ricos laboratórios de ideias em saúde regularmente organizados no país.

Maria Amélia Veras, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) e coordenadora da Comissão de Epidemiologia da Abrasco, explica que o grupo optou por esse formato, com duas sessões simultâneas das 13 horas às 14h20, para dar vazão a temas extremamente importantes para a Comissão sem que eles concorressem com  demais mesas e palestras da programação científica.

Um desses temas é a internacionalização da produção do conhecimento. “Os congressos de epidemiologia, de um modo geral, têm contribuído para estreitar estes laços, não só apresentando o que fazemos de melhor, mas trazendo ao Brasil pesquisadores que estão produzindo conhecimentos que dialogam com o que aqui produzimos, fazendo assim a ciência como um todo avançar”, diz a docente.

Serão duas atividades só para essa temática. A sugestão de comparar as perspectivas dos jovens epidemiologistas de diversos países veio do português Henrique Barros, professor da Universidade do Porto e atual presidente da International Epidemiology Association (IEA). “A princípio ele propôs comparar Brasil e Portugal e acatamos. Posteriormente, na Comissão Científica, nos pareceu oportuno inserir também os jovens colegas da Argentina. Os brasileiros foram escolhidos para, de algum modo, trazer diferentes realidades dessa inserção dentro do país, com  representantes do Rio de Janeiro, Maranhão e São Paulo, além de contemplar a perspectiva de equidade de gênero, também respeitada no conjunto da programação”, explica Maria Amélia sobre a sessão “Navegar é preciso: desafios para jovens epidemiologistas, as experiências do Brasil, Portugal e Argentina”. A outra atividade que trará abordagens internacionais será “Experiências de epidemiologistas brasileiros em saúde global”, com depoimentos presenciais e em vídeo de pesquisadores brasileiros que desenvolvem e desenvolveram investigações em países africanos, da América Central e em programas multilaterais.

Outro eixo contemplado nas sessões especiais é a formação: “Além de mesas dentro da programação científica para explorar como está sendo o ensino da Epidemiologia nos diversos níveis de formação, teremos uma sessão especial sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN), recentemente aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Abriremos espaço de debate para docentes, alunos e egressos, alguns ainda em formação e outros já saídos dos bancos universitários”, reforça a coordenadora, comentando sobre a sessão “A Graduação em Saúde Coletiva e suas Diretrizes Curriculares: quais as próximas construções possíveis?“, organizada conjuntamente com o Fórum de Graduação em Saúde Coletiva (FGSC).

As demais sessões especiais irão reunir reconhecidos pesquisadores como Gastão Wagner, Maria Inês Schmidt, Eduardo Hage, Aluísio Barros e outros para falar das grandes coortes brasileiras, das intervenções em doenças infecciosas e das contribuições da Epidemiologia ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Periódicos em perspectiva: Na mesma faixa das sessões especiais (das 13 horas às 14h20) acontecerão as sessões das revistas de Saúde Coletiva, propostas e organizadas pelo Fórum de Editores de Saúde Coletiva. “Essas atividades foram pensadas com o objetivo aproximar o público do Epi 2017 – majoritariamente composto por pesquisadores, estudantes, professores e profissionais dos serviços de saúde – das editoras e editores das revistas brasileiras da Saúde Coletiva, com vistas a promover uma interação virtuosa que contribua para a capacitação de novos autores e revisores e para a divulgação das publicações”, destaca Leila Posenato Garcia, pesquisadora, editora da Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde (RESS) e integrante da Comissão Científica do Congresso e da coordenação do Fórum de Editores.

As atividades estarão em diálogo com os cursos propostos sobre redação científica (inscrições encerradas) e com outras mesas que irão abordar sustentabilidade e integralidade em pesquisa. Um dos destaques será o bate-papo com os editores de cinco periódicos brasileiros dedicados e/ou com grande número de publicações em Epidemiologia. “Trata-se de uma oportunidade ímpar não somente para assistir, mas também para dialogar com editores destas revistas e aprender mais sobre redação e publicação científica”, completa Leila.

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Confira abaixo a lista completa das sessões especiais e das sessões das revistas em Saúde Coletiva no X Congresso Brasileiro de Epidemiologia – Todas as sessões acontecerão das 13 horas às 14h20:

Segunda-feira, 09 de outubro

Sessões Especiais
Contribuições da epidemiologia ao Sistema Único de Saúde – Com José Carvalheiro; Moises Goldbaum; Euclides Ayres de Castilho e Gastão Wagner de Souza Campos – Moderadora: Marilisa Berti de Azevedo Barros
Sala Anita Garibaldi

Grandes coortes brasileiras dos ciclos vitais: principais resultados e perspectivas – Com Aluísio Barros; Katia Bloch; Maria Inês Schmidt; Maria Fernanda Furtado de Lima e Costa – Moderadora: Camile Sachetti
Sala Sambaqui 05

Sessão das Revistas em Saúde Coletiva
Como evitar erros comuns em manuscritos – Palestra de Moysés Szklo
Sala Arvoredo 06

Terça-feira, 10 de outubro

Sessões Especiais
A contribuição das investigações de surtos para a epidemiologia das doenças infecciosas – Com Eduardo Hage; Márcio Henrique de Oliveira Garcia, e Dionísio Herrera – Moderadora: Érika Valeska Rossetto
Sala Sambaqui 05

Navegar é preciso: desafios para jovens epidemiologistas, as experiências do Brasil, Portugal e Argentina – Com Maria Manuela Lobato Guimarães Ferreira Cabral; Firmino Domingues Barbosa Machado; Romeu Duarte Carneiro Mendes; Amanda de Moura Souza; Deysianne Costa das Chagas; Ainelen Radosevich; e Sergio Javier Arias – Moderador: Eder Gatti Fernandes
Sala Arvoredo 02

Sessão das Revistas em Saúde Coletiva
Desafios na publicação científica – bate-papo com editoras e editores dos periódicos Cadernos de Saúde Pública, Ciência & Saúde Coletiva; Epidemiologia e Serviços de Saúde, Revista Brasileira de Epidemiologia, e Revista de Saúde Pública
Sala Arvoredo 06

Quarta-feira, 11 de outubro

Sessões Especiais
Experiências de epidemiologistas brasileiros em saúde global – Com Fernanda Bruzadelli; Érika Valeska Rossetto; Jonas Brant; Daniele Monteiro Nunes; Cynthia Semá Baltazar; Elizabeth David dos Santos – Moderador: Eduardo Marques Macário
Sala Sambaqui

A Graduação em Saúde Coletiva e suas Diretrizes Curriculares: quais as próximas construções possíveis? – Com Antônio José Leal Costa (IESC/UFRJ); Alcides Silva de Miranda (UFGRS); e Marcelo Castellanos (ISC/UFBA) – Moderadora: Marta Verdi
Sala Anita Garibaldi

Sessão das Revistas em Saúde Coletiva
Dez passos para produzir artigo científico de sucesso – Palestra de Maurício Gomes Pereira
Sala Arvoredo 06

 

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