Cursos e oficinas do 8º CBCSHS dialogaram com a programação científica

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O 8 º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, que aconteceu em João Pessoa de 26 a 30 de setembro, reuniu mais de 900 pessoas ainda no pré-congresso, nas salas de aula da Universidade Federal da Paraíba. Além dos espaços de reorganização interna da própria associação – Assembleia Geral para associados, reuniões de Grupos Temáticos, Comissões e Fóruns – também foi uma oportunidade para estudantes, trabalhadores, docentes e pesquisadores aprimorarem seus saberes e conhecimentos, através dos 8 cursos e 16 oficinas ofertados por e para congressistas. Assim como tudo no 8º CBCSHS, as atividades do pré-congresso foram plurais e contemplaram diferentes áreas – em diálogo com a programação científica.

A oficina “Teoria da Afrocentricidade: Caminhos e Possibilidades na Educação em Saúde da População Negra”, conduzida por Roberto Lacerda, professor da Universidade Federal de Sergipe, e José Carlos da Silva, integrante do GT Racismo e Saúde da Abrasco, trouxe para os participantes a necessidade de discutir saúde a partir de conceitos e metodologias não eurocêntricas. Neste sentido, a Teoria da Afrocentricidade vem sendo trabalhada como uma via para se pensar cultura, política, sociedade e economia do povo africanos e suas diásporas: “Foram momentos ricos e potentes de reflexão e reconstrução da posição central dos africanos e afrodescendentes na produção do conhecimento, saberes, práticas de análise e produção do cuidado em saúde”, afirmou Lacerda.

Outra atividade que teve como proposta repensar novas práticas de pesquisa em saúde foi o curso “Metodologia Qualitativa em Ambientes Digitais”, coordenado por Suely Deslandes, do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e ministrado por Tiago Coutinho, antropólogo e docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro: “A ideia é pensar a internet no mundo da saúde, entender metodologicamente a tecnologia, que sempre foi concebida como um espaço de produção massiva de dados,  para trabalhar esses dados  de uma forma Small Data”, explicou Coutinho, referindo-se ao “garimpo” de informações em meio ao Big Data (enorme quantidade de dados, que precisam ser analisados e manipulados para serem compreendidos). O curso foi, ainda, um complemento ao GT “Violências e internet: modos de perpetração, tecnologias e ativismos digitais de enfrentamento”, intrínseco à programação científica do congresso. Confira, abaixo, as impressões de Tiago sobre o tema: 

 

» Todas as fotos de cursos e oficinas estão no Flickr da Abrasco. 

 

Assembleia atualiza e amplia formas de deliberação da Abrasco

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