Abrasco participa do seminário de 30 anos do SUS da EPSJV/Fiocruz

Tanto na abertura como na discussão de temas candentes, como financiamento à saúde e o direito à comunicação, abrasquianas e abrasquianos marcaram presença no seminário internacional 30 anos do SUS e 10 anos da Revista Poli, realizado nos últimos três dias de outubro, na Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz). Reportagens e as sessões já estão disponíveis no site da Escola.

A presidente da Associação, Gulnar Azevedo, representou a Abrasco na solenidade de abertura, realizada no dia 29, na manhã seguinte ao fim do processo eleitoral, e reforçou o papel dos jovens estudantes de ensino médio em resistir e liderar as lutas que a conjuntura trará em 2019. “Fico tão feliz de olhar essa plateia e ver tantos jovens que vão trabalhar no SUS e continuar a nossa luta por um país melhor. […] O SUS é uma realidade, uma conquista da sociedade brasileira assegurado na Constituição de 1988. Não é um programa de governo, mas de Estado. É responsabilidade de todos os eleitos que assumirão o governo; e temos de lutar por isso. Vocês, jovens, são a nossa esperança. Vamos atravessar essa fase juntos”.

+ Confira as matérias feitas sobre as mesas-redondas do seminário internacional

O abrasquiano José Sestelo, pesquisador associado à Universidade Federal da Bahia (UFBA), compôs a mesa “O novo perfil do setor privado que avança sobre o fundo público”, realizada no dia 30 e que contou com a participação de Roberto Leher, reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e José Dari Krein, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Sestelo defendeu que a Saúde Coletiva tem hoje o desafio de pensar formas de compatibilizar o debate sobre como regular o setor privado na saúde com as dinâmicas do capitalismo contemporâneo. “As formas de regulação atuais foram concebidas para uma realidade que já se transformou, e eventualmente caducaram. As ações do Estado regulador foram pensadas na realidade do pós-guerra, quando havia um movimento de reconstrução da base industrial e da base produtiva destruída durante a guerra, quando havia uma necessidade do uso de um contingente muito grande de trabalhadores industriais, sindicalizados, organizados, com partidos políticos fortes. Isso mudou”, pontuou Sestelo.

A Abrasco marcou presença também na mesa sobre comunicação pública e saúde, com a participação de Rodrigo Murtinho, diretor do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz (Icict/Fiocruz) e integrante do Grupo Temático Comunicação e Saúde, que mediou a mesa. “A comunicação atravessa os 30 anos de construção e desconstrução do SUS. Nesse tempo, tivemos uma consolidação e um maior empoderamento de uma comunicação privada. Mas também assistimos ao surgimento de movimentos importantes em torno de uma comunicação pública e várias mídias de comunicação alternativa”, ressaltou Murtinho na abertura da atividade.

+ Assista às atividades gravadas durante o evento

Para além das mesas do seminário, a Abrasco se faz presente na história da Revista Poli nas inúmeras matérias produzidas nesses 10 anos, seja pela repercussão dos posicionamentos públicos da entidade, seja pela participação de seus pesquisadoras e pesquisadores associados como comentaristas e entrevistados, construindo e galvanizando o direito à saúde e à circulação de conhecimento e informação comprometidas com os caminhos da Reforma Sanitária e democracia brasileiras. Para facilitar o acesso à essa história e conteúdo, foi criado um hotsite dos 10 anos da Revista Poli. Que as próximas décadas renovem tais compromissos.

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