Fórum de Coordenadores de Pós-graduação em Saúde Coletiva renova coordenação

Em reunião virtual na última quinta-feira (26/11), o Fórum de Coordenadores de Pós-graduação em Saúde Coletiva se despediu de Sérgio Peixoto, professor da UFMG e pesquisador da Fiocruz/Minas, que fazia parte do trio coordenador desde 2017. O novo representante do Fórum é Nelson Filice, professor da Unicamp, que, até 2023, compõe a gestão juntamente com Ricardo Mattos (2018 – 2021) e Anya Vieira (2019 – 2022).

Sérgio Peixoto deixou o cargo em meio a muitas manifestações de reconhecimento e gratidão. Ricardo Mattos (UERJ) e Anya Vieira (Fiocruz) agradeceram publicamente ao colega: “Foi um grande aprendizado, esse tempo de trabalho juntos. Aprendemos muito enquanto coordenadores e pessoas, pela forma como Sérgio nos conduziu e acolheu”.

Nelson Filice, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, foi eleito por unanimidade, e afirmou que está disposto a aprender e a somar na condução do Fórum: “Agradeço ao apoio, e vamos trabalhar, juntos. Nossa luta, agora, é pela sobrevivência dos programas de Pós-graduação”.

Revisão da Taxonomia do CNPq

Além da nova coordenação, a reunião discutiu outros pontos importantes: Gulnar Azevedo e Silva, presidente da Abrasco, apresentou a proposta de mudanças na área de Saúde Coletiva, diante da Revisão da Taxonomia do CNPq. Isto é porque subáreas existentes no âmbito institucional – como “saúde pública” e “medicina preventiva” são ultrapassadas, e podem ser contempladas pela área “Saúde Coletiva”.

O grupo referendou o posicionamento proposto pela Abrasco, e aprovou que a revisão da taxonomia deve “restringir o número de subáreas ao mínimo indispensável, tendo em vista que a excessiva pulverização leva a uma indesejável fragmentação do campo”. A ideia é que a grande área continue Ciências da Saúde, que a área seja Saúde Coletiva, e que existam apenas três subáreas: Ciências Sociais e Humanas em Saúde; Epidemiologia; e Política, Planejamento e Gestão da Saúde.

Especial Abrasco: o impacto dos cortes na pós-graduação em Saúde Coletiva

Uma onda de pronunciamentos oficiais vem prometendo cortes significativos nas verbas destinadas a bolsas de pós-graduação, mestrado e doutorado no Brasil: o Ministério da Educação anunciou um contingenciamento de 19% no orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes em 2019; depois veio a notícia de que o órgão pode vir a contar com cerca de 40% menos dinheiro em 2020. Se tudo isso se concretizar o impacto será dramático para os pesquisadores brasileiros que há meses convivem com essa ‘corda no pescoço’ da ciência brasileira. É o desmonte da produção científica brasileira.

A Capes e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq são as duas principais agências de fomento à pesquisa no Brasil. A primeira, vinculada ao Ministério da Educação, é focada no apoio às pós-graduações das Instituições de Ensino Superior. Já o CNPq, agência ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, atua prioritariamente no apoio aos pesquisadores individualmente em todos os níveis, incluindo estudantes de ensino médio e de graduação. Ambas vêm sofrendo com os cortes de verbas.

A área da Saúde Coletiva – SC inclui cerca de 95 programas de pós-graduação, sendo quase metade na modalidade profissional. Na SC a produção de conhecimento favorece o desenvolvimento de políticas públicas e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde. Trata-se de uma extensa produção de conhecimento qualificado com interface direta com os serviços de saúde, organizações sociais, buscando a melhoria da qualidade de vida da população e o consequente avanço econômico do Brasil.

Para a coordenação do Fórum de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Abrasco, composta hoje por Mônica Angelim Gomes de Lima, do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia; Sérgio Viana Peixoto do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva do Instituto René Rachou Fiocruz Minas e Ricardo Mattos, do Programa de Pós-graduação em Saúde da Família da Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro, os cortes nos recursos financeiros anunciados pelo governo, direcionados aos programas de pós-graduação menores e em fase de consolidação, associados à importante redução dos recursos para pesquisa do CNPq, levará ao acirramento das desigualdades regionais, aumentando a invisibilidade de problemas de saúde de populações em alta vulnerabilidade social.

Esse processo prejudicará o desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil, assim como impactará a formação de recursos humanos qualificados para o Sistema Único de Saúde: – “Algumas experiências que ilustram a atuação da área estão descritas abaixo: longe de retratarem toda a diversidade de trabalhos e êxitos obtidos pelos programas existentes, elas ressaltam que a relevância dos produtos não está diretamente relacionada ao conceito ou à região na qual o programa se encontra. Todos os Programas contribuem para o Sistema Nacional de Pós-Graduação, para a manutenção da área no Brasil e para o desenvolvimento do país” explica a coordenação.

Rio de Janeiro

No Programa de Pós-Graduação de Saúde Pública, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz – ENSP/Fiocruz, destaca-se a tese premiada pela Capes em 2018, que trata da política de controle do tabaco no Brasil, desenvolvida pelo aluno Leonardo Henriques Portes. A produção ressalta a importância de ações intersetoriais para o controle do tabaco, como o aumento de preços e impostos de cigarros, a promoção de ambientes livres do fumo e a adoção de advertências sobre os malefícios do tabagismo, que contribuíram para a expressiva redução da prevalência de fumantes em nosso país. Essa sistematização demonstra a relevância do estabelecimento de políticas públicas para a melhoria da qualidade de vida das populações, o que deve ser seguida para a mudança de outros comportamentos prejudiciais à saúde das populações.

Bahia

Uma série de trabalhos desenvolvidos pelos programas de pós-graduação em Saúde Coletiva, da Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS, e em Saúde, Ambiente e Trabalho, da Universidade Federal da Bahia – UFBA, avaliaram a saúde dos professores, detectando os transtornos mentais, distúrbios musculoesqueléticos e distúrbios de voz como principais agravos. Essa extensa produção de conhecimento, propiciada pela parceria com outras instituições nacionais e internacionais, além de apoio do governo, levou a criação do Programa de Atenção à Saúde e Valorização do Professor, do Governo do estado da Bahia (Secretaria da Educação), voltado ao cuidado e atenção à saúde do(a) professor(a) da Rede Pública Estadual de Ensino, se constituindo em uma das poucas iniciativas governamentais em saúde docente no Brasil de caráter amplo e interdisciplinar. Essa experiência demonstra a importância da produção do conhecimento para o planejamento de políticas públicas visando à melhoria da qualidade de vida da população geral e grupos específicos, incluindo trabalhadores de diversos segmentos, contribuindo para o crescimento econômico e social do país.

Santa Catarina

Em Santa Catarina, projeto conduzido pelo Curso de Mestrado Profissional do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC, consolidou um processo de avaliação das ações de Educação Permanente em Saúde (EPS) que vinha ocorrendo ao longo do tempo no Estado. Os resultados desse estudo possibilitaram a elaboração de uma proposta de “Matriz de avaliação das ações de EPS propostas e desenvolvidas pelas CIES Regionais do Estado de SC”, que foi premiada pela OPAS/MS em 2018. Os resultados contribuíram para melhoria do planejamento e estruturação da EPS, favorecendo o processo de regionalização da atenção à saúde por meio de relações horizontais e integrais no Estado de Santa Catarina. Portanto, esse projeto, que recebeu financiamento público para sua execução, foi fundamental para melhoria das ações desenvolvidas no âmbito estadual, favorecendo a política de formação dos profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde e, consequentemente, a qualidade na prestação dos serviços.

Minas Gerais

Em Minas Gerais, tese de doutorado desenvolvida pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, da Fiocruz Minas, avaliou a implantação do Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A em municípios do Estado de Minas Gerais e contou com a parceria da gestão estadual do Programa, referências técnicas de diferentes gerências regionais de saúde e municípios mineiros. Dentre os impactos dessa produção, pode-se citar como impacto tecnológico a geração de conhecimento sobre a implantação do Programa no Estado de Minas Gerais, contribuindo para maior efetividade de políticas para garantia da segurança alimentar e nutricional. Contribui ainda para a otimização das dimensões de estrutura e processo do Programa, o que pode trazer importante impacto econômico. Além disso, como impacto sanitário, o trabalho oferece subsídio para a tomada de decisão pela gestão estadual para reformulação de políticas e estratégias para controle da deficiência de vitamina A.

Confira aqui o ábum de fotografias com os pesquisadores deste Especial Abrasco.

Coordenadores debatem cortes e defendem unidade da área da Saúde Coletiva

Registro da reunião do Fórum de Coordenadores realizada em 22 e 23 de maio de 2019, no Rio de Janeiro

Reunidos em 11 de junho por webconferência, cerca de 30 coordenadores de programas de saúde coletiva de diversas regiões do Brasil, com predominância de cursos notas 3 e 4, discutiram possíveis estratégias a serem pactuadas por todos os programas da área para enfrentar os cortes em bolsas anunciado pela Capes em maio e reafirmados no início de junho, bem como os demais ataques, não apenas à pós-graduação do país, mas à toda área de ciência e tecnologia.

Embora os últimos cortes anunciados sejam direcionados aos programas que obtiveram a menor nota nas avaliações da Agência, foi reforçada a unidade da área, como debatido no último encontro presencial do Fórum em maio, como condição necessária a esses enfrentamentos e única chance de uma possível vitória. 

Para tal, foram debatidas as primeiras ações imediatas, como a redação e a divulgação de um abaixo-assinado eletrônico e o incentivo ao debate em cada instituição, de modo a provocar um posicionamento institucional sobre a situação atual e não apenas daqueles programas que sofreram, nesse momento, os impactos dos cortes anunciados. Buscar junto à Abrasco e outras instituições,como a SBPC, formas de representação política junto às direções das autarquias e demais atores políticos também foi destacado.

Foi mencionado ainda a importância do Documento de Área explicitar a posição política do campo da Saúde Coletiva, demarcando que não haja prejuízo justamente dos programas mais atingidos por esse processo na Avaliação de Meio Termo, marcada para agosto. Participaram também da reunião Bernardo Horta e Cláudia Leite, representantes da área na Capes.  Clique e acesse a síntese completa da reunião, disponível na Biblioteca do Fórum de Coordenadores.

Fórum de Pós-graduação da Abrasco será no Rio de Janeiro

Os constrates sociais do Rio de Janeiro em imagem de C. Novaes

A primeira reunião ordinária do Fórum Nacional de Coordenadores de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Abrasco, em 2019, será no Rio de Janeiro, em 22 e 23 de maio. O encontro será no Auditório do Museu da Vida, na Fiocruz, em Manguinhos.

+ Confira aqui diretamente a programação do encontro, disponível na Biblioteca do Fórum de Coordenadores

Este primeiro Fórum do ano será voltado para a preparação dos programas para o Seminário de Meio Termo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior  – CAPES, previsto para acontecer entre 05 a 30 de agosto. As mudanças dos critérios da CAPES para a avaliação do quadriênio 2017-2020 serão exploradas, principalmente no que diz respeito às Fichas de Avaliação, autoavaliação e impacto dos PPG da área na sociedade.

Para Mônica Angelim Gomes de Lima, uma das coordenadoras do Fórum (juntamente com Sérgio Viana Peixoto e Ricardo Mattos), o evento tem sido um espaço de discussão e formulação de posicionamentos da área de Saúde Coletiva para a qualificação dos programas de pós-graduação – PPG nos seus diferentes formatos (acadêmico e profissional): “A recepção dos novos programas é um momento valorizado, como oportunidade de aproximação e troca de experiência entre PPG”, avalia Mônica.

O formato em três turnos incluirá mesas redondas e a plenária final. A Comissão Local é coordenada pela pesquisadora Edinilsa Ramos, do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Escola Nacional de Sáude Pública da Fundação Oswaldo Cruz. e envolve também representantes de programas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Universidade Federal Fluminense e Universidade Estácio de Sá. Em breve será divulgado o programa detalhado do evento.

1ª Reunião do Fórum de coordenadores de programa de pós-graduação de Saúde Coletiva – 2019

Data: 22 e 23 de maio
Local: Auditório do Museu da Vida – Fiocruz, Av. Brasil nº 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro – RJ
Organização local: PPGSP/ENSP/FIOCRUZ, PPG das demais unidades da Fundação Oswaldo Cruz, IFF, UFRJ, UERJ, UFF e Estácio de Sá.

Fórum de coordenadores realiza segunda reunião de 2018

Fortaleza receberá a segunda e última reunião do Fórum de Coordenadores de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Abrasco de 2018. Dois dias de atividades com uma “programação que  bem articulada diante das demandas atuais que a pós-graduação em Saúde Coletiva atravessa” explica Adauto Emmerich, um dos coordenadores do Fórum junto com Sérgio William Viana Peixoto – Fiocruz Minas e Mônica Angelim, da UFBA.

Compõem a Comissão organizadora local a professora Maria Salete Bessa Jorge (UECE); e ainda professor Antônio Rodrigues Ferreira Junior (UECE); professor Carlos Henrique Alencar (UFC); professora Mirna Albuquerque Frota (UNIFOR); professora Raimunda Magalhães da Silva (UNIFOR) e professora Anya Pimentel Gomes Fernandes Vieira Meyer (Fiocruz). Esta reunião do Fórum conta com o apoio da Secretaria da Saúde de Fortaleza / Coordenadoria da Gestão Permanente em Saúde.

Confira a programação completa:

2ª Reunião do Fórum de coordenadores de programa de pós-graduação de Saúde Coletiva – 2018

Data: 21 e 22 de novembro
Local:  Hotel Plaza Suíte, Rua Barão de Aracati nº. 94, Praia de Iracema, Fortaleza – Ceará.
Organização local: Universidade Estadual do Ceará, Universidade Federal do Ceara, Universidade de Fortaleza, Coordenadoria da Gestão Permanente em Saúde/SESA

Clique e acesse a carta-convite 

1º Dia – 21/11 – Manhã
8:00h – 8:30h – Recepção dos novos programas e novos coordenadores
Adauto Emmerich – Coordenador do FÓRUM
Leny Trad – Representante Adjunta
Cláudia Leite – Representante Adjunta
Maria Salete Bessa Jorge – Representante da Saúde Coletiva em Fortaleza

8:30h-9:00h- CAMERATA

9:00h – Mesa de Abertura
Presidenta da Abrasco: Gulnar Azevedo
Coordenador do Fórum: Adauto Emmerich
Reitor UECE- José Jackson Coelho Sampaio
Diretora CCS/UECE- Glaucia Posso Lima
Pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa/ UECE- Nukácia Meyre Silva Araújo
Pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa- Thereza Glaucia Rocha Matos
Coordenador FIOCRUZ- CEARÁ- Antônio Carlile Holanda Lavor
Pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa/UFC- Antonio Gomes de Souza Filho

10:00h Mesa 1: Análise da conjuntura e os impactos sobre a Saúde Coletiva e o SUS: cenários e perspectivas da área do conhecimento
Palestrantes: Gulnar Azevedo, Lúcia Conde de Oliveira (UECE) – Debatedor: Gastão Wagner de Sousa Campos – Coordenação: Adauto Emmerich
12:30h-13:45h- Almoço – Hotel

1º Dia – 21/11 – Tarde
14:00h – Mesa 2: A CAPES e as mudanças na Avaliação Quadrienal (2017-2020): cenário político e preparação dos nossos programas para as possíveis mudanças no processo de avaliação.
Rita Barata: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Bernardo Horta – Representante da Área da SC
Leny Trad. – Representante Adjunta
Cláudia Leite –Representante Adjunta
José Leopoldo Antunes – Representante Fórum de Editores, Faculdade de Saúde Pública de São Paulo
Coordenação: Mônica Angelim – Relatoria: Sérgio Peixoto

2º Dia – 22/11- Manhã
8:30 – Mesa 3 – Ensino na Pós-Graduação em Saúde Coletiva: importância e qualificação do ensino na pós-graduação – a formação de pesquisadores e quadros defensores do SUS
Participantes: Carlos Henrique Morais de Alencar – UFC; Nelson Felice de Barros (UNICAMP);
Coordenação: Sérgio Peixoto
Relatoria: Mônica Angelim

10:00h – Grupos de Trabalho – Construção de indicadores sensíveis às características da área – GT Avaliação
Coordenador: Sérgio Peixoto – GT Mestrado e Doutorado Profissional
Coordenador: Ricardo Mattos

2º Dia – 22/11 – Tarde
12:30 – 13:45h – Almoço – Hotel

14:00h – 16h30 – Plenária Final: Síntese dos grupos, moções, Carta de Fortaleza, pauta para o próximo fórum, eleição de novo membro para a Coordenação do Fórum e apresentação do grupo musical da região do Ceará

16:30h Encerramento das Atividades

17:30h Coffee-Breack

 

Um Fórum de anseios, diferenças e busca de um diálogo para o fortalecimento da SC e do SUS

“O Fórum somos todos nós com seus anseios, diferenças e busca de um diálogo construtivista para o fortalecimento do campo da SC e do SUS” frisou Adauto Emmerich Oliveira da Universidade Federal do Espírito Santo, um dos coordenadores do Fórum de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Abrasco, sobre o encontro do grupo que se reuniu em 23 e 24 de novembro, no prédio histórico da Faculdade de Medicina da Bahia, construído em 1905 no lugar do antigo Colégio dos Jesuítas. A mesa de abertura contou com a presença de Guilherme Werneck – Coordenador da Área da Saúde Coletiva na Capes; Gastão Wagner – presidente da Abrasco; Darci Santos – pesquisadora do Instituto de Saúde Coletiva que estava representando o Reitor da UFBA, professor João Carlos Salles Pires da Silva; do Diretor da Faculdade de Medicina da Bahia, professor Luis Fernando Fernandes Adan; e Silvana Granado, coordenadora do Fórum.

Acesse aqui ao vídeo com toda a cerimônia de abertura do Fórum em Salvador.

Na manhã do primeiro dia houve debate sobre o ensino na Pós-graduação em Saúde Coletiva com apresentações de Naomar de Almeida Filho e Ligia Bahia sob mediação de Gastão Wagner. À tarde, foram apresentados os resultados da Avaliação Quadrienal da Capes, 2013-2016, pelo Coordenador da Área da Saúde Coletiva, Guilherme Werneck; pela coordenadora adjunta Maria Novaes ; e ainda por Eduarda Cesse, atual Coordenadora Adjunta para Mestrados Profissionais da Área da Saúde Coletiva da Capes.

Em sua participação, Gastão Wagner falou sobre a importância e o enfrentamento dos inúmeros desafios da pós-graduação em Saúde Coletiva no país, por meio da análise do contexto sociopolítico e de suas repercussões sobre os direitos sociais, no que tange a saúde, educação e ciência & tecnologia. O presidente da Abrasco, chamou atenção para o encontro de tantos coordenadores que justifica e mobiliza a Saúde Coletiva.

Assista aqui ao vídeo com a íntegra da participação de Gastão Wagner no Fórum.

Durante sua apresentação, o professor Naomar Almeida Filho apresentou a história da instituição universitária no mundo ocidental e no Brasil. O professor falou também do crescente interesse do capital financeiro em investir em fusões e aquisições de empresas educacionais como movimento para transformar o ensino superior em bens e serviços. Analisou ainda as perspectivas da universidade como instituição de conhecimento, num contexto de transformação da educação superior em espaço de negócios e mercado de valores e produtos simbólicos – “Proponho uma rápida revisão da trajetória histórica da educação universitária no mundo ocidental, a partir de textos clássicos. O filósofo e diplomata Wilhelm Von Humboldt tem sido largamente reconhecido e exaustivamente estudado como criador da universidade de pesquisa. Quero debater hoje os dilemas políticos e institucionais que desafiam a universidade brasileira no contexto atual de crises, conflitos e acomodações na nossa sociedade”, propos Naomar.

Assista aqui ao vídeo com toda a apresentação de Naomar Almeida Filho.

Em sua apresentação, Ligia falou sobre A saúde coletiva: ensino e pesquisa para reduzir desigualdades no Brasil contemporâneo. Seguindo um roteiro que começava no disclaimer, pressupostos, passando pelas “pré-hipóteses”, conjectura, interpretações sobre desigualdades no mundo contemporâneoe finalmente abordando os desafios para refletir e propor intervenções para a redução de desigualdades no Brasil. A professora sugeriu a construção de plataformas digitais comuns, pois atualmente grandes pesquisas feitas com dinheiro público não têm um espaço comum que permita acesso livre: – “Afinal, bancos de dados viraram bens de bancários”, alfinetou Ligia.

Sobre a divulgação científica na Saúde Coletiva, Ligia sugeriu que as revistas da Abrasco poderiam divulgar os trabalhos premiados nos congressos da Associação. Ainda sobre os trabalhos submetidos aos congressos da Associação, Ligia salientou a importância de permitir a submissão de trabalhos em andamento, pois permitiria melhor debate de temas, durante os encontros abrasquiano: – “Muitas vezes os trabalhos apresentados nos congressos da Abrasco são trabalhos que já foram até publicados, o que, na minha opinião, não permite um debate com o público interessado”

Ao final da apresentação, Ligia chamou atenção para o cenário político no mundo e algumas novidades como a candidata mexicana indígena María de Jesús Patricio, candidata nahua do Conselho de Governo Indígena e que tem o apoio do Exército Zapatista de Libertação Nacional, conhecida como Marichuy: – “Prestem atenção nesta candidata independente às eleições presidenciais de 2018, ela já anunciou que não usará “nenhum peso” dos recursos públicos que a autoridade eleitoral fornece aos candidatos para sua campanha”, explicou Ligia.

Em relação ao recente estudo anunciado pelo Banco Mundial Um ajuste justo: análise da eficiência e equidade do gasto público no Brasil Ligia pediu: – Leiam as 3 páginas do Relatório que fala sobre saúde (sim, só 3 páginas) lá eles dizem que precisamos ter mais médicos, mas não é disso que se trata, não é verdade? O que nós precisamos é reduzir desigualdades, e o que estamos fazendo para a redução das desigualdades? Finalizo chamando atenção para a destruição da base técnica do SUS que está acontecendo debaixo das nossas barbas: nós formamos milhares, milhares de pessoas na saúde pública que não têm nenhuma autonomia para resistir a esta destruição e esse é um problema muito sério, não só de precarização do trabalho na saúde, mas um problema de formação, um problema de cidadania, um problema dos sujeitos sociais que estamos formando”.

Acesse aqui à apresentação de Ligia Bahia, em formato PDF.

Assista aqui ao vídeo com a participação de Ligia Bahia no encontro de Salvador.

À tarde, o professor Guilherme Werneck apresentou o sistema de avaliação da Pós-graduação no Brasil, feito pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes. Os resultados foram publicados em 20 de setembro: – “Os objetivos da avaliação são contribuir para a garantia da qualidade da pós-graduação brasileira; retratar a situação destas pós-graduações;  contribuir para o desenvolvimento de cada programa e área em particular e oferecer subsídios para fundamentar decisões sobre as ações de fomento dos órgãos governamentais”, introduziu Werneck.  A Avaliação analisou os projetos político-pedagógicos, a inserção social e a produção científica docente e discente de 4.175 programas de pós-graduação (PPG) distribuídos em 49 áreas de conhecimento. Na área da Saúde Coletiva, foram avaliados 87 programas, sendo 51 acadêmicos (44 em avaliação e 7 em acompanhamento) e 36 profissionais (34 em avaliação e 2 em acompanhamento). Todos pontuaram a partir da nota 3, não havendo necessidade de descredenciamento de nenhum dos PPG em atividade atualmente. As notas ficaram assim distribuídas: 35 PPG obtiveram nota 3; 29 PPG computaram nota 4, e 13 PPG a nota 5. Foram 7 PPG com nota 6, e 3 programas com nota 7. A área concentra um percentual de 26% de seus programas que oferecem cursos de doutorado com notas 6 e 7, acima do percentual médio, considerando todas as áreas de conhecimento (21%). Dos 35 PPG ranqueados na nota 3, 14 deles iniciaram seu funcionamento a partir de 2014 e não tiveram tempo suficiente para um ciclo de avaliação completo tendo, portanto, mantido a nota obtida quando de sua abertura. O gráfico abaixo traz a distribuição das notas pelos tipos de programa: com mestrado acadêmico (ME) e doutorado (DO), só doutorado, só mestrado acadêmico, e só mestrado profissional (MP).

Acesse aqui à apresentação de Guilherme Werneck, em formato PDF.

O segundo dia da reunião do Fórum abordou a translação do conhecimento científico na pesquisa em Saúde Pública, através das abordagens de Maria do Carmo Leal – professora de Epidemiologia nos cursos de pós-graduação da Escola Nacional de Saúde Pública / Fiocruz; e ainda do professor Luis Eugenio Souza, do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA, presidente da Abrasco na gestão 2012 – 2015 e atual coordenador do Comitê de Ciência e Tecnologia da Associação.

A translação do conhecimento consiste na troca e aplicação do conhecimento com vistas a potencializar os benefícios decorrentes de inovações para fortalecer sistemas de saúde e a melhoria da saúde das populações. O conceito refere-se ao entendimento de que não basta haver conhecimento novo ou sua divulgação, sendo necessário promover sua utilização, na prática.

Em sua apresentação, o professor Luis Eugenio trouxe o conceito de inovação como formulado por Joseph Schumpeter, uma mola propulsora da economia no sistema capitalista que dispara uma complexa relação entre produção e destruição. Eugenio falou ainda da relevância do conhecimento científico para o cuidado e a gestão de saúde, dos obstáculos à sua utilização e à inovação e questionou: – Como melhorar a utilização e a inovação? “Para responder a esta questão, falarei aqui sobre a revisão de conceitos chave relativos ao uso de conhecimento e à inovação e sobre a identificação de fatores intervenientes”, introduziu Eugenio.

Acesse aqui à apresentação de Luis Eugenio Souza, em formato PDF.

Assista aqui à íntegra da apresentação de Luis Eugemio Souza, em vídeo.

A abordagem de translação da pesquisadora Maria do Carmo Leal permeou a pesquisa Nascer no Brasil, por ela coordenada e que revelou um Brasil recordista mundial em cesarianas, e os índices são ainda mais alarmantes no setor privado, com 88% dos nascimentos. Maria do Carmo mostrou os aspectos metodológicos da amostra, a criação de um algoritmo para cálculo da idade gestacional e estimação da mortalidade materna; resultados sobre a assistência pré-natal; decisão sobre a via de parto; intervenções sobre as parturientes e recém-nascidos de risco habitual; tipo de parto nas adolescentes; entre outros. Através de um panorama do parto e nascimento no Brasil para a sociedade, a pesquisadora mostrou como se deu a sensibilização de profissionais, gestores, gestantes e seus familiares para a necessidade de mudanças no atual modelo de atenção obstétrica.

Acesse aqui à apresentação de Duca Leal, em formato PDF

Assista aqui à íntegra da apresentação de Duca Leal, em vídeo.

Por fim, a plenária final aprovou dois o pesquisador Sérgio William Viana Peixoto, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Fiocruz Minas, para compor a coordenação do Fórum, no lugar da pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, Silvana Granado – “ É, sem dúvida, um espaço de muito aprendizado, onde temos a oportunidade de conhecer o trabalho das várias instituições que atuam na área. E é também um lugar em que se discutem os rumos da área, o sistema de ensino, a inserção no mercado e o contexto político. O fórum também tem o papel importante de dialogar com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes, propondo, por exemplo, indicadores para o sistema de avaliação”, explica Sérgio, que terá um mandato de três anos na coordenação do fórum, e que integrará o grupo formado atualmente pelo professor Adauto Emerich, da UFES, e pela professora Mônica Angelim, da UFBA.

Atualmente 78 programas compõem o Fórum da Abrasco, que reúne coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva do Brasil. O grupo se encontra duas vezes ao ano, o próximo encontro será em São Paulo, na segunda quinzena de maio.

Reunião do Fórum de Pós-Graduação será em Salvador


Os coordenadores e adjuntos dos programas de Pós-Graduação estarão reunidos no Fórum de pós-graduação em Saúde Coletiva durante os dias 23 e 24 de novembro, no Salão Nobre da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia – UFBA, no Largo do Terreiro de Jesus, no Centro Histórico de Salvador. No dia 23 pela manhã, após cerimônia de abertura, haverá uma mesa sobre Formação em Saúde Coletiva na Pós-Graduação, com os professores Naomar de Almeida Filho e Ligia Bahia. “Este Fórum está sendo acolhido por quatro programas de Pós-graduação em Saúde Coletiva: o PPGSAT da Faculdade de Medicina da Bahia; o ISC/UFBA, o PPGSC/UFBA Vitória da Conquista e o PPGSC da Universidade Estadual de Feira de Santana do Estado da Bahia – UEFS. Acho que esta composição e a forma como estamos trabalhando para promover este evento é, em si, uma boa notícia. A ideia foi também para aumentarmos nossa integração aqui na Bahia”, conta Mônica Angelim Gomes de Lima, professora do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da UFBA e uma das coordenadoras do Fórum de Pós-graduação da Abrasco.

A mesa de abertura contará com a presença do Reitor da UFBA, Professor João Carlos Salles Pires da Silva, o Reitor da UEFS Professor, Evandro do Nascimento Silva, o Pró-Reitor de Pós-Graduação a UFBA, Professor Olival Freire Junior, o Diretor da Faculdade de Medicina da Bahia, Professor Luis Fernando Fernandes Adan, além da Coordenadora do Fórum, Professora Silvana Granado e do presidente da Abrasco, Professor Gastão Wagner.

Acesse aqui a Carta Convite para esta reunião.

Confira a programação:

Dia 23 de novembro

8:30h – Mesa de Abertura

9:30 – Mesa: Ensino na Pós-Graduação em Saúde Coletiva

Convidados: Naomar de Almeida Filho (UFSB) e Lígia Bahia (UFRJ)
Debatedor: Gastão Wagner
Coordenadora: Mônica Angelim

12:00h – Almoço

13:30 – Mesa: Resultados da Avaliação Quadrienal da Capes, 2013-2016

Convidados: Guilherme Werneck (Coordenador da Área da Saúde Coletiva – CAPES), Maria Novaes (Coordenadora Adjunto da Área da Saúde Coletiva – CAPES), Eduarda Cesse (Coordenadora Adjunto para Mestrados Profissionais da Área da Saúde Coletiva – CAPES) Coordenador: Silvana Granado

Dia 24 de novembro

8:30 – Apresentação coordenadores e recepção dos novos coordenadores

9:00h – Mesa: Translação do conhecimento científico na pesquisa em Saúde Pública
Convidados: Maria do Carmo Leal (Fiocruz) e Luis Eugênio Portela Fernandes de Souza (UFBA)
Coordenadora: Silvana Granado

11:00h – Trabalho de Grupo: Grupo 1: Avaliação Quadrienal 2017-2020 (Sala Jorge Novis, Térreo); Grupo 2: Doutorado Profissional (Sala 2 PPGSAT, 1º Piso)

12:30h – Almoço

14:00h – Relato de experiências da formação em Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva: experiências inovadoras

Coordenador: Adauto Emmerich

14:30h – Plenária Final
– Apresentação dos GT “Doutorado Profissional” e “Avaliação Quadrienal 2017-2020”
– Agenda até o próximo Fórum
– Eleição de novo membro da Coordenação do Fórum
– Local e data do próximo

Em maio deste ano, prestes a começar o processo de avaliação dos programas de pós-graduação de todas as 49 áreas do conhecimento da CAPES, mais de 70 coordenadores de PPGs de Saúde Coletiva e áreas afins estiveram reunidos em Campinas para mais uma edição do Fórum de Coordenadores, onde os docentes foram além e iniciaram o processo de planejamento para o próximo quadriênio.

Fórum de Coordenadores avança nas propostas para a próxima avaliação da Capes


Mais de 75 docentes, entre coordenadores e sub-coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva estiveram reunidos entre 1º e 02 de junho no auditório H do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (CCS/UFSC) para debater as propostas da área para a próxima avaliação quadrienal da CAPES e a conjuntura política nacional, frente aos novos ataques ao SUS e às universidades. O resultado desses dois dias materializaram-se no posicionamento do coletivo em duas notas públicas –repúdio à Portaria GM/MS 958/2016; pela valorização dos ACS   e  em Defesa do SUS e do Estado Democrático de Direito e um grande conjunto de propostas e sugestões que visa a valorização da produção da Saúde Coletiva na próxima avaliação dos programas pela Capes. Os tópicos serão sistematizados pela coordenação do coletivo para serem encaminhados aos representantes da área na Agência, instrumentalizando-os para as discussões finais no interior do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC/ES), instância maior de deliberação da agência.

+ Confira o documento final com a sistematização dos debates em Florianópolis
+ Confira a galeria de fotos do encontro na matéria do portal Abrasco

Aylene Bousquat, da coordenação do Fórum; Sergio Fernando Torres de Freitas, pró-reitor de Pós-Graduação da UFSC, Isabela Back, diretora do CCS/UFSC, Antônio Fernando Boing, chefe do Departamento Saúde Pública da universidade, Eduarda Cesse, integrante da Coordenação da Área de Saúde Coletiva na Capes, e Eduardo Faerstein, vice-presidente da Abrasco compuseram a mesa de abertura.

Os anfitriões ressaltaram a honra em receber o Fórum, organização pioneira dentro das áreas de conhecimento atualmente organizadas pela Capes e que fortalece a ação dos PPGs em Saúde Coletiva, como frisou Freitas. “É uma grande satisfação para nós receber esse fórum para o fortalecimento dessa área, bem como todo o campo da saúde”, disse Isabela Back.

“É importante nesse momento estarmos juntos nesse momento de discussão da pós-graduação e da defesa do SUS”, salientou Boing, que aproveitou e falou dos debates da reunião da Comissão de Epidemiologia (CE/Abrasco), ocorrida dias antes na mesma universidade e que decidiu, entre outras questões, o nome do 10º Congresso Brasileiro de Epidemiologia – Epidemiologia em defesa do SUS: Formação, Pesquisa e Intervenção, a ser realizado no próximo ano, na mesma Florianópolis.

Eduarda Cesse, integrante da Coordenação de Área, destacou que no exato momento da reunião do Fórum o CTC/ES reunia-se em Brasília numa condição sui generis: dentro de um único quadriênio, houve três presidentes da Agência e três diretores de avaliação. “Estamos diante de mudanças que talvez não sejam como nós esperamos, mas que espero que consigamos impactar. Esse Fórum tem sido um importante espaço para levarmos coletivamente nossas discussões. Queria parabenizar a Coordenação do Fórum e da Abrasco, o que nos facilita a levar proposições firmes para a avaliação dos demais membros do CTC”.

Já Eduardo Faerstein relembrou o papel do Fórum como célula de origem da própria Abrasco e que, com o crescimento dos campos de ação da Associação, o coletivo cumpre um importante em manter esse vínculo com a produção da pós-graduação. “É preciso lembrar disso e resgatar o fio da meada da história para darmos um salto de qualidade e quantidade, mantendo a pluralidade de visões da Saúde Coletiva. No momento em que é mais necessário e também mais difícil de manter esse espaço semestral, agradecemos aos programas e aos coordenadores por terem feito o esforço de estarem presentes”, agradeceu Faerstein, que à tarde informou do lançamento no novo número da revista Ensaios e Diálogos em Saúde Coletiva e da nova campanha de associados da Abrasco.

Posição firme contra o retrocesso: Nas duas manhãs, os docentes dividiram-se em grupos dedicados aos temas do Mestrado Profissional e dos Programas acadêmicos nos quais debateram propostas e ajustes a partir da atual ficha de avaliação da Capes.

Às tardes foram organizadas as plenárias, buscando a construção de consensos e de instrumentos de intervenção. O primeiro debate, realizado no dia 1º, foi em torno da conjuntura política nacional, no qual diversos docentes listaram os inúmeros retrocessos vivenciados nas áreas da saúde, ciência e tecnologia e educação e cultura com a ascensão do governo interino liderado por Michel Temer.

Dentre os pontos listados, a junção e recuo do ministério da Cultura; a valorização dos debates a respeito do projeto Escola Sem Partido; o fim do ministério de políticas para as mulheres e, principalmente, os retrocessos vistos no Ministério da Saúde, como a portaria GM/MS 958/2016, que possibilita a formação de equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) sem a participação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS); a proposta de passagem das ações em Saúde Mental para o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e as falas de Ricardo Barros, atual titular da pasta. “A constituição dessa agenda significa, acima de tudo, uma profunda alteração nas conquistas sociais dos últimos anos e que sustentam nossas linhas de investigação e pesquisa. Essas mudanças dizem diretamente ao nosso trabalho”, destacou Aylene. Foram deliberadas duas notas: Pela valorização dos ACS – nota em repúdio à Portaria GM/MS 958/2016 e Nota Pública em Defesa do SUS e do Estado Democrático de Direito.

Na sequência, Maria Novaes e Eduarda Cesse, representantes adjuntas da área junto à Capes, apresentaram o atual momento do debate dentro do CTC/ES para os preparativos da próxima avaliação quadrienal. Ainda não houve tempo de as recentes nomeações de Abílio Baeta Neves como presidente da Agência e de Anderson Stevens Leônidas Gomes na diretoria de Avaliação se apresentarem e apontarem mudanças. “Não vejo que a Capes será arrasada, a não ser que nós permitamos. Temos uma briga boa pela frente e não vamos abrir mão dela”, ressaltou Maria Novaes.

Segundo a professora, o atual debate dentro do CTC indica que haverá poucas mudanças na ficha de avaliação, e que o esforço conjunto que se desenha

Discentes da Pós-Graduação terão espaço no Abrascão

Thiago Silveira
Thiago Silveira

27/05/2015 | Bruno C. Dias. Serão duas atividades coordenadas pela Associação Nacional de Pós-Graduandos. Representantes dos Programas devem participar do mapeamento prévio

O 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o Abrascão, é uma construção coletiva de toda a comunidade científica, tanto docentes, pesquisadores quanto estudantes. E a presença desses últimos é fundamental para a constante e crescente reoxigenação das discussões, pensamentos e ações do campo.

Nesse contexto, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), liderada pelo Fórum de Pós-Graduandos em Saúde, estará a frente de duas atividades no período pré-congressual. São elas a roda de conversa Formação e Direitos dos Pós-Graduandos em Saúde: Nossos Principais Enfrentamentos no Cotidiano, no dia 27 de julho; e a Plenária do Encontro Nacional de Pós-Graduandos em Saúde, no dia 28. Em breve, serão divulgados horário e local de realização dentro do Campus Samambaia, da Universidade Federal do Goiás (UFG).

Para potencializar e dinamizar a participação dos representantes discentes dos diversos programas de pós-graduação em Saúde Coletiva e de áreas afins, bem como de demais estudantes interessados, foi elaborado um formulário eletrônico para a realização desse mapeamento.

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