Pelo adiamento da escolha de novos coordenadores de áreas da Capes

Foto: Marcelo Cassal/Agência Brasil

Vimos nos manifestar veementemente a favor do adiamento do processo de escolha de novos coordenadores de áreas de avaliação, instituído através do Edital Capes 42/2022, considerando que:

  1. O cronograma da referida consulta, detalhado no Ofício Circular 43/2022, prevê um tempo extremamente exíguo para indicação de novos coordenadores, o que dificultará o envolvimento ampliado e efetivo do conjunto dos PPG, de forma inconsistente com a garantia de boas condições para a manutenção do seu caráter democrático e participativo;
  2. A avaliação quadrienal continua em curso, entrando na fase que faculta aos coordenadores de PPG a apresentação de recurso à nota atribuída ao seu Programa, de forma que a consulta aberta pela CAPES desvia a atenção dos coordenadores dirigida à leitura criteriosa da avaliação recebida e eventual interpelação de recurso devidamente instruído;
  3. É fundamental ao bom curso da presente avaliação quadrienal a manutenção dos atuais representantes de áreas até o término de todo o processo avaliativo, de forma a trazer maior tranquilidade institucional a um percurso já demasiadamente marcado por fortes instabilidades jurídico-políticas.
  4. O calendário oferece apenas cinco dias (14/09 a 19/09) para que os indicados elaborem um conjunto de documentos, dentre os quais, reflexões críticas acerca do processo de avaliação; e outros elementos que entender relevantes para a comprovar a presença dos requisitos para o exercício da função de coordenação de área de avaliação.
  5. Não menos importante, o referido Edital abre a possibilidade para a inscrição de candidaturas avulsas não necessariamente comprometidas com a representação da área na CAPES e com a política de pós-graduação discutidas com os programas em seus fóruns de debate;

Nesse sentido, as entidades aqui subscritas vêm a público manifestar sua clara e forte expectativa de adiamento do processo de escolha de novos coordenadores de áreas de avaliação, junto à Capes.

Rio de Janeiro, 03 de setembro de 2022,

Assinam essa manifestação:

Abrasco – Associação Brasileira de Saúde Coletiva
Fórum de Coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva

Fórum debaterá resultados da Avaliação quadrienal em novembro

O Fórum de Coordenadores de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (FCPGSC) irá realizar seu segundo encontro presencial de 2022 em 18 de novembro, no Instituto de Saúde Coletiva da UFBA. Às vésperas do 13º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva – Abrascão 22, o propósito do encontro será discutir o resultado da avaliação quadrienal da CAPES, contando para isso com a participação dos representantes de área, junto àquele órgão. Veja aqui a programação preliminar.

A avaliação do quadriênio 2017-2020 foi marcada por judicializações que provocaram interrupções, atrasos e incertezas, assim como inúmeras mobilizações em que o Fórum atuou em colaboração com muitas entidades e instituições em defesa da pós-graduação e do seu sistema de avaliação no Brasil. Por força judicial, não haverá uma divulgação pública das notas, por enquanto. Mas a CAPES informará cada Programa sua nota na avaliação. Com as notas em mãos, essa edição do Fórum será mais uma oportunidade de esclarecimentos sobre o processo de avaliação.

O encontro de novembro acontece após a primeira reunião do Coletivo deste ano, realizada em junho passado, após um intervalo de quase 3 anos sem encontros presenciais. A próxima atividade está sendo aguardada com grande expectativa, frente às dificuldades enfrentadas ao longo do processo de avaliação, ocorrido em meio a intervenções judiciais e inúmeras tentativas de deslegitimação.

A coordenação do fórum destaca que esta quadrienal incorporou mudanças no modelo da ficha de avaliação, com maior valorização da formação e introdução da avaliação qualitativa. “Será um momento de olharmos com o devido cuidado para o impacto do uso da nova ficha sobre a nossa área”, dizem os coordenadores Anya Meyer Vieira, Marcelo Castelanos e Nelson Filice.

Os coordenadores entendem que as mudanças são positiva na medida em que devem favorecer uma análise mais profunda do grau em que as experiências acadêmicas expressam rigor científico e compromisso social, com atenção para a qualidade da formação de pesquisadores e para os impactos positivos da pós-graduação na sociedade brasileira. A expectativa é que a pluralidade de perfis vocacionais dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e a desconcentração geográfica de Programas consolidados ou em processo de consolidação sejam favorecidas.

2º Fórum de Coordenadores dos PPGSC de 2022
Data: 18 de novembro
Horário: Das 8h30 às 17 horas
Local: Instituto de Saúde Coletiva da UFBA
Endereço: Rua Basílio da Gama, s/nº Campus Universitário Canela. Salvador – BA
Clique e acesse a programação preliminar

Nota de Repúdio e Esclarecimento sobre o desmonte e extinção de PPGs da Unisinos

Em consonância à nota da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SPBC) e do Fórum das Ciências Humanas, Sociais, Sociais Aplicadas, Letras, Linguística e Artes (FCHSSALLA), ratificada por mais 32 entidades, o Fórum de Coordenadores dos Cursos de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Abrasco e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) vêm a público manifestar sua preocupação com o cenário de desmonte e extinção de programas de pós-graduação protagonizado recentemente pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Embora não seja um dos programas postos de imediato em descontinuidade, o Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Unisinos (PPGSC Unisinos) teve seu edital de seleção para turma regular de doutorado recolhido pela reitoria da Universidade, o qual oferecia, inclusive, bolsas de estudos da CAPES. Tal atitude sinaliza a possibilidade de extinção e ameaça a continuidade das pesquisas e do impacto social do Programa nas políticas públicas e atenção à saúde da região. Vale ressaltar que o PPGSC Unisinos tem nota 5 na avaliação da CAPES, o que denota qualificação de excelência nacional.

A situação de instabilidade do PPG de Saúde Coletiva da Unisinos representa mais um revés na busca por qualificar recursos humanos e promover o desenvolvimento científico em defesa do Sistema Único de Saúde. Espera-se que os valores democráticos e humanitários pautem os esforços institucionais para preservar as conquistas da comunidade acadêmica na área da Saúde Coletiva, assim como o patrimônio intelectual e imaterial do Programa, expressando o zelo pelo investimento público realizado por meio de bolsas, fomentos à pesquisa e renúncias fiscais ao longo dos anos.

O Fórum de Coordenadores dos Cursos de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) se solidarizam com todos os/as pesquisadores/as, alunos/as e funcionários/as da Unisinos que foram afetados e acompanham com atenção os movimentos que asfixiam a Pós-Graduação na área da Saúde Coletiva em universidades públicas e comunitárias sob o pretexto da sustentabilidade financeira e do alinhamento ao mercado.

Rio de Janeiro, 9 de agosto de 2022

Fórum de Coordenadores dos Cursos de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Abrasco
Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco

2º Fórum de Coordenadores dos PPGSC – 2022 – Programação Preliminar

2º Fórum de Coordenadores dos PPGSC – 2022

Data: 18 de novembro de 2022

Local do Encontro: Instituto de Saúde Coletiva – UFBA

Endereço: Rua Basílio da Gama, s/nº Campus Universitário Canela – Salvador – BA

Programação Preliminar:

8h30-9h30- Abertura e Acolhida dos coordenadores

09h30h -10h – Informes

10h -11h30 – Mesa 1: Apresentação e Discussão do Relatório de Avaliação Quadrienal 2017-2020 da Área de Saúde Coletiva

11h30-12h30 – Debate

12h30-14h – Intervalo para almoço

14h-15h30 – Mesa 2: Perspectiva de Aprimoramento do Processo de Avaliação dos PPGSC no Quadriênio 2021-2024

15h30-16h – Intervalo

16h-17h – Debate

17h -17h30 – Plenária Final

Acesse o documento em PDF

Fórum de Coordenadores debate novas estratégias de formação em Saúde Coletiva

Novos horizontes na formação pós-graduada, que destaquem os conteúdos articulados e interdisciplinares da Saúde Coletiva e reforçem um olhar crítico para as temáticas, valorizando a perspectiva de uma formação sanitarista em diálogo com as especialidades integrantes da área. Cerca de 70 coordenadores de mais de 60 programas de pós-graduação estiveram presentes nos dois dias de reunião do Fórum de Coordenadores dos PPG de Saúde Coletiva, realizados nos dias 13 e 14 de junho, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP).

Foi uma reunião especial por ter sido a primeira reunião do ano, a primeira presencial num intervalo de quase 3 anos, devido à pandemiade Covid que assola o planeta desde 2019. Tamanho intervalo fez com que fosse a primeira reunião de muitos docentes recém-empossados na função, o que levou à preocupação da coordenação do coletivo para a construção de uma pauta integradora. A situação pandêmica levou à ausência de vários coordenadores, inclusive da coordenação do Fórum. No entanto, a tecnologia permitiu a participação à distância, o que levou a sessão a cumprir a sua agenda e o seu papel.

A mesa de abertura foi formada por José Leopoldo Antunes, diretor da unidade; Claudia Leite de Moraes, coordenadora adjunta da área junto à Capes; Rosana Onocko Campos, presidente da Abrasco; Aylene Bousquat, coordenadora do PPGSP/FSP/USP e dos coordenadores do Fórum, pelo telão.

Ressaltando sentimentos complexos pela satisfação de receber colegas docentes para a retomada das atividades presenciais, junto com a preocupação com a piora do quadro da pandemia, Leopoldo Antunes deu as boas-vindas. “Infelizmente vivemos o tempo da doença e da tristeza por tanto descaso e descontrole, frutos do desinvestimento em toda a rede de proteção social, do meio ambiente, da educação, da saúde, ciência e tecnologia, num ataque coordenado contra a rede de defesa social desse país”.

Claudia Leite destacou a resiliência que os coordenadores e os PPGs vivenciaram. “Foram 4 presidentes ao longo do quadriênio, 8 meses sem direção na Avaliação justamente no último ano de um período marcado por muitas derrotas e desfinanciamento”, disse ela, agradecendo pela força do coletivo de coordenadores, tanto na defesa do SNPG como pelo trabalho de deixar transparentes as atividades desenvolvidas em seus programas, permitindo o encerramento da avaliação quadrienal com chave de ouro, apesar de todos os problemas.

“A força do coletivo de coordenadores é a força da Saúde Coletiva e da Abrasco”, ressaltou Rosana Onocko, presidente da Associação, em sua fala. “É uma alegria ver caras conhecidas de tantas cidades do Brasil diante dos tempos loucos e difíceis que temos sidos obrigados a viver”, comentou ela, convidando todos a aproveitarem a reunião para fortalecer os laços e as bases do que motiva o fazer ciência e educação em saúde. “Quando estamos ameaçados de todos os lados, retornar ao básico e pensar o que nos fez escolher fazer ciência e trabalhar na pós-graduação nos dá sentido e sustenta o nosso esforço de tantos anos em produzir conhecimento para um país melhor. Nosso trabalho está ajudando a manter viva as novas gerações de sanitaristas. É uma alegria e um orgulho ver esse Fórum, não são todas as áreas que tem algo parecido. Este é um espaço que recria a Abrasco o tempo inteiro”, completou a presidente da Abrasco.

Por fim, Anya Vieira Meyer, Marcelo Castellanos e Nelson Filice de Barros, coordenadores do Fórum, também deram suas saudações. “Nesses dois últimos anos, ficamos atentos e alertas na luta pela defesa do SNPG. Diante da melhora do quadro vacinal, apostamos nessa reunião pois sabemos que quando estamos juntos presencialmente essa força cresce. Infelizmente, contextos familiares e pessoais não permitiram que nós três estivéssemos aí com vocês. Este é um Fórum pensado para o debate da formação, para mudar cenários e buscar melhorias para nossos programas, buscando uma reconecção desse coletivo diante da grande renovação de coordenadores. Sigamos juntos, vocês aí, nós aqui, nessa construção coletiva”, frisou Anya Vieira Meyer.

Mesas pautaram passado, presente e futuro da Pós-Graduação:

O evento seguiu sua programação com três mesas temáticas. A primeira, apresentada por Aylene Bousquat, trouxe o histórico do Fórum de Coordenadores, identificando três momentos específicos: antes da atual formação; já dentro da atual conformação, contudo organizado somente quando provocado pela coordenação de área, e a atual configuração, com coordenação e agenda próprias, em constante diálogo com a Abrasco e com os coordenadores de área.

Com o títuloNa tarde do dia 13, Naomar Almeida Filho, Guilherme Werneck e Hugo Spinellli falaram dos desafios da formação pós-graduada e das perspectivas que veem para a área. Na manhã do 14, Bernardo Horta e Mariângela Cherchiglia, coordenadores da área na Capes, falaram sobre o processo da quadrienal 2017 – 2021, que em meio a tantas reviravoltas, deverá ser ter o resultado notificado diretamente às instituições no segundo semestre.

Entre as deliberações finais, os coordenadores decidiram por apoiar as mobilizações da Frente Pela Vida e paralizar as atividades em 5 de agosto, dia nacional da Saúde, para tentar se somar ao máximo à Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular, que será realizada em São Paulo. Deliberaram também pela realização de uma reunião com os novos coordenadores para uma apresentação dos critérios que compõem a ficha de avaliação e pelo encontro do segundo semestre no dia 18 de novembro, às vésperas do 13º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva – Abrascão 2022.

Confira a playlist com as gravação das três mesas temáticas desta edição

Acesse as apresentações dos docentes

Apresentações Fórum de Coordenadores – Junho de 2022

MESA1:

Trajetória do Fórum de PPG Saúde Coletiva – Apresentação de Aylene Bousquat, realizada em 13/06/2022

MESA 2:

Formação de pesquisadores/as em Saúde Coletiva: uma perspectiva crítica das ciências transdisciplinares translacionais – Apresentação de Naomar de Almeida Filho, realizada em 13/06/2022

Desafios na formação pós-graduada em Saúde Coletiva – Apresentação de Guilherme Werneck, realizada em 13/06/2022

MESA 3:

Contexto atual e Avaliação Quadrienal (2017-2020) – Apresentação de Bernardo Horta, realizada em 14/06/2022

Playlist com as 3 mesas temáticas – TV Abrasco: https://www.youtube.com/playlist?list=PLWGsEtFn0h_KnodEUdhOi_B6PtkKAClPU

Fórum de Coordenadores retoma encontros presenciais

Um momento de renovação e de escuta privilegiada, para quem chega e para quem segue. Na próxima semana, os dias 13 e 14 de junho vão marcar o reencontro dos dirigentes dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, com a retomada dos encontros presenciais semestrais do Fórum de Coordenadores. A atividade será na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP). Na pauta, haverá oportunidade tanto para o acolhimento como para discussões sobre a formação pós-graduada e os próximos passos do coletivo. 

Acesse a programação da Reunião

Nos últimos dois anos e meio, a pandemia não paralisou o Fórum. Contudo, os encontros virtuais tiveram temáticas mais pontuais e durações mais expressas. Para a coordenação do Fórum, composta por Anya Vieira Meyer, Marcelo Castellanos e Nelson Filice de Barros, a retomada do encontro presencial trará também uma nova configuração de atores à frente dos PPGs. “Como teremos muitas pessoas presentes pela primeira vez, o processo de renovação será sentido de maneira mais forte, o que é positivo. Logo, para este encontro, pensamos em aspectos que trazemos como cerne da nossa atuação, tendo a escuta e a compreensão como essenciais em todos os momentos”, diz Anya Vieira Meyer.

Essas características orientaram a organização da pauta. Na segunda (13), duas mesas-redondas vão apresentar a formação do Fórum (às 9h30) e debater os caminhos do processo de formação na pós-graduação (às 14 horas), seguida da apresentação dos resultados do questionário sobre formação junto aos programas de pós-graduação. As mesas terão transmissão pela TV Abrasco e vão ficar registradas em nosso canal – Assista pelos players abaixo lincados.

Ciência, representatividade e desenvolvimento na pauta pública: Na terça (14), a mesa da manhã irá debater as ações de preparação para o novo período de avaliação e o contexto da CAPES, com a presença dos coordenadores da área junto à Agência.

À tarde, a plenária final, embasada nos debates sobre os desafios do ensino-aprendizagem, a ampliação da representatividade social nos PPGs e o uso de processos de ensino e aprendizagem mediados por tecnologias, irá construir e aprovar a carta do encontro, previamente batizada: Fortalecendo o papel da ciência e da formação de pesquisadores e geração de conhecimento para o desenvolvimento da nação.

Para a coordenação do Fórum, a plenária final será mais do que um momento de deliberação e encaminhamentos e próximos passos, mas também de escuta e construção coletiva. “Entender a função do Fórum e se envolver de forma afetiva e pertinente é essencial para o crescimento e fortalecimento da Saúde Coletiva que temos construído. Queremos que a reunião seja esse espaço de fomento e fortalecimento para todos, escutando demandas e questionamentos para que possamos construir coletiviamente novos caminhos da melhor maneira possível”, completa Anya Vieira Meyer.

Assista às transmissões na TV Abrasco:

Às 9h30:

Às 14 horas:

Reunião do Fórum de Coordenaddores dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – 1º Semestre/2022

Acesse a programação em PDF

Data: 13 e 14 de junho de 2022

Local do Encontro: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP)
Endereço: Av. Doutor Arnaldo, 715, Cep. 01246-904 (Metro Clínicas) – São Paulo-SP

PROGRAMAÇÃO

1º DIA: 13/06

8h-8h30- Acolhida dos participantes (entrega de crachá/material do encontro/café)

8h30-9h30- Mesa de abertura

Prof. Dr. Niels Olsen Saraiva Câmara -Pró-reitor Adjunto de Pós-Graduação da USP
Prof. Dr. Leopoldo Antunes- Diretor da FSP-USP
Profª Drª Rosana Onocko- Presidente da Abrasco
Profª Drª Aylene Bousquat- Presidente da CPG da FSP-USP
Profª Drª Anya Vieira Meyer- Coordenação do Fórum

10h-12h – Mesa: Saindo da Telinha: Histórico do Fórum de Coordenadores, modus operandi e relação com coordenação da área e Abrasco

Apresentação: Aylene Bousquat

Coordenação: Marcello Castellanos

Transmissão pela TV Abrasco: Saindo da Telinha: Histórico do Fórum, modus operandi e relação com coordenação da área e Abrasco

10h30-12h – Discussão

Coordenação: Anya Vieira Meyer, Marcelo Castellanos e Nelson Fillice

12h-14h – Interação entre os coordenadores (retomando os encontros presenciais) e intervalo para almoço

14:00-15:45- Mesa: Desafios e perspectivas na formação crítica de pesquisadoras e pesquisadores em Saúde Coletiva + Apresentação dos resultados do questionário sobre formação junto aos programas de pós-graduação

Convidados:
Naomar de Almeida Filho – IEA/USP
Guilherme Werneck – IMS/Uerj e IESC/UFRJ
Hugo Spinelli – Universidad de Lanús – Argentina

Coordenação: Anya Vieira-Meyer

Transmissão pela TV Abrasco: Desafios e perspectivas na formação crítica de pesquisadoras e pesquisadores em Saúde Coletiva

15h45-16h- Intervalo

16h – 17h – Debate

Noite: Atividade social


2º DIA: 14/06

8h30 – 8h45 – Informes do 13º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva e da Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde

8h45-10h – Mesa: Avaliação, Pós-graduação em Saúde Coletiva e Contexto atual na Capes

Convidados:
Bernardo Horta
Mariângela Silveira

Coordenação:
Marcello Castellanos

10h-10h30- Intervalo

10h30- 12:15 – Debate

12h15-13h45 – Intervalo para almoço

13h45-14h45- Plenária sobre as temáticas discutidas no encontro
Carta do Fórum: Fortalecendo o papel da ciência e da formação de pesquisadores e geração de conhecimento para o desenvolvimento da nação

Coordenador: Nelson Fillice
Relator: Marcelo Castellanos
Apoio: Anya Vieira Meyer

14h45-15h- Intervalo

15h -17h- Encaminhamentos e fechamento do Fórum

Coordenação: Anya Vieira Meyer, Marcelo Castellanos e Nelson Fillice

Fórum de Coordenadores constrói acúmulos e consensos para audiência pública do MPF/RJ sobre avaliação quadrienal da Capes

(Atualização: 17/03/2022)

Suspensa em setembro do ano passado por Ação Civil Pública do Ministério Público Federal e liberada em 2 de dezembro por liminar da 32ª Vara Federal do Rio de Janeiro para a realização da coleta dos dados, porém proibidos de serem divulgados até o fim da ação, o imbróglio da Avaliação Quadrienal 2017 – 2020 da Capes continua. O próximo capítulo será a audiência pública marcada pelo MPF para a terça-feira, 22 de fevereiro. Reunido na tarde do dia 15, o Fórum de Coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva debateu o assunto e manteve firme a defesa que vem fazendo deste processo de Avaliação, tanto pelo respeito ao trabalho coletivo desenvolvido pelos PPG de nossa e das demais áreas do conhecimento, como pela própria existência do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG). O Coletivo se fará presente na Audiência e elencou também importantes pontos de debate para a retomada de seus encontros presenciais, prevista para o mês de junho, em São Paulo.

Coordenadores de mais de 60 PPG compareceram na reunião convocada pela Coordenação do Fórum e Abrasco e conduzida por Anya Vieira Meyer. Na abertura, a presidente Rosana Onocko elogiou a postura crítica e combativa que o Coletivo tem mantido diante da atual conjuntura dramática de ataques ao SNPG. “A gente precisa lembrar que nem todas as áreas são tão articuladas e presentes. Nossa participação é bem-vista, principalmente, por conta da qualidade dos debates propiciada por esse espaço que é o Fórum”, ressaltou Rosana, que aproveitou a fala para convidar todos a se envolverem desde já na preparação do 13º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva – Abrascão 2022. 

Bernardo Horta abriu o debate central do encontro abordando as movimentações do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES/Capes) para participar da audiência. Destacou que a confusão se arrasta e revela interesses subterrâneos quando misturados o debate da avaliação com o da distribuição de verbas.

“Dentro dos argumentos apresentados, os procuradores questionam o sistema de avaliação comparativo. Sabemos que ele tem problemas, mas podem ser superados. A opção apresentada como alternativa é o sistema de critérios prévios, que caminha para o modelo de avaliação do ENADE e que atende aos interesses de um certo grupo e perfil de universidades” ressaltou Horta.

O coordenador da Área na Capes lembrou também que o atual modelo não é um a ficha em branco, a ser preenchida unicamente numa reunião, mas sim o acúmulo de anos de discussão, que buscaram desestimular a lógica do produtivismo e destacar questões como o impacto social dos PPG.  “Voltar atrás é desconsiderar tudo isso, o que não deixa de ser um retrocesso”.

Claudia Leite complementou a análise ressaltando o tempo e investimento necessários e já em curso para a Avaliação quadrienal, que em setembro já contava com treinamento de avaliadores, adequação de plataformas, e redação e confecção de manuais e de fichas. “É um processo com muita gente envolvida. Imagina o banho de água fria que foi a suspensão!”.  

A coordenadora adjunta de área disse também que o conjunto dos coordenadores das áreas estão fazendo o que podem para avançar ao máximo nas ações para a retomada do processo avaliativo, pressionando a presidência da Agência para participar das reuniões e dar andamento às ações da Avaliação, prevista para maio.

Incidência no debate e novos temas para a pauta : Integrante da coordenação do Fórum até novembro último, Ricardo de Mattos Russo tem sido o representante da Abrasco no debate. Ele detalhou os momentos da primeira audiência pública, realizada na Câmara dos Deputados em 18 de outubro, e a reunião das entidades científica com a direção da Agência, em 17 de novembro.

Para o abrasquiano, é preciso notar a estratégia utilizada pelo grupo que buscou a suspensão da Avaliação. “São distorções das nossas próprias críticas sobre as ao processo avaliativo. Vemos colegas sequestrados pelo discurso, sendo deturpados, e fazendo defesa de outros interesses”, pontuou ele, emendando críticas à presidência da Capes.

“Não houve um compromisso expresso pela presidência da Agência no debate sobre a validade da eleição dos coordenadores.  Na audiência também foi sensível a falta de escuta por parte de Claudia de Toledo, tendo algumas questões sido solenemente ignoradas, sem reverberação”, frisou Matos, ressaltando movimentações e atividades que apenas valeram aos interesses propagandísticos do governo.

Também coordenador do Fórum, Nelson Felice endossou que processo avaliativo promovido pela Capes nos últimos anos proporcionou um salto na quantidade dos programas de pós-graduação, movimento aproveitado pelo campo da Saúde Coletiva. Contudo, é uma avaliativa fundada na lógica da meritocracia, sendo um mecanismo que se esgota em si mesmo, o que exige que os PPG e pensadores dedicados à formação para docência superior e pesquisa pensem em novos desafios.

“A lógica que o modelo de avaliação opera é a da disputa, e não a da cooperação. Reconheço os avanços obtidos com o formato em curso. No entanto, mesmo que a gente faça todos os ajustes na ficha serão ações compensatórias, sem conseguir fundar outras lógicas para a avaliação. Somos uma área com quase 100 programas e participamos de uma Associação cada vez mais empoderada, com força e presença no Brasil inteiro. Não podemos nos negar a pensar novos desafios. Não é tempo de nos cansarmos!”

Marcelo Castellanos valorizou a discussão, reforçando que o Coletivo de coordenadores deve continuar sendo propositivo. “Nos orgulha o fato de sermos críticos e precisamos seguir atentos para não reforçar retrocessos e processos de judicialização do ensino superior. É fundamental nos articularmos a partir do Sistema da Capes, mas precisamos ir além dele”, disse o terceiro e recém-eleito coordenador do Fórum.

Ao final da atividade foi reforçada a agenda do próximo encontro, previsto para ser presencial, nos dias 13 e 14 de junho, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP). A coordenação montará uma programação levando em conta a discussão da avaliação e as demandas de debates apresentados, como as mudanças impostas ao ensino e à pesquisa pela pandemia e adoção massiva das ferramentas digitais; o papel de políticas de ações afirmativas como um símbolo da Saúde Coletiva, e avanços das ações de impacto social dos PPG nos contextos locais e a integração da extensão nas práticas e no currículo da pós-graduação.