REVISTA CIÊNCIA & SAÚDE COLETIVAA
Neste mês de maio o tema é Vigilância em Saúde: experiências e perspectivas
Leia aqui a matéria completa.
Ministro da Saúde abre oficialmente a 14ª Conferência Nacional de Saúde

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, abriu oficialmente as atividades da 14ª Conferência Nacional de Saúde, nesta quinta-feira (1°/12). Brasília recebe até o dia 4 de dezembro mais de quatro mil representantes dos segmentos de usuários, trabalhadores e gestores/prestadores de serviço em saúde para discutir os caminhos da saúde pública para os próximos anos em torno do tema "Todos usam o SUS! SUS na seguridade social, política pública, patrimônio do povo brasileiro". "A 14ª CNS visa melhorar a atenção básica de saúde no país e a qualidade do atendimento à população. Os usuários do SUS estão em primeiro lugar sempre", afirmou Padilha em sua fala inicial. A ABRASCO estará representada por: Luiz Augusto Facchini (presidente), Lígia Bahia, Luis Eugênio Portela, Elias Rassi (vice-presidentes), Carlos Silva (Secretário Executivo) e Margareth Pessanha (Secretária Executiva Adjunta), entre outros representantes de Comissões, GT´s e Fóruns. Confira a programação completa da conferência e acompanhe as transmissões online no site da 14a. CNS e no Canal Saúde.

A 14ª CNS tem como eixo temático o Acesso e acolhimento com qualidade: um desafio para o SUS. Ao todo, 346 propostas integram o relatório consolidado para votação durante a conferência. O documento é resultado dos informes enviados pelos 27 estados, consolidados nas conferências estaduais e municipais de Saúde realizadas em todo o país. Ao todo, 878 propostas foram aprovadas e encaminhadas à Etapa Nacional. As propostas nacionais foram divididas em 15 diretrizes, que tratam de participação social, modelo de gestão, acesso com qualidade, construção de políticas públicas em saúde, entre outras. Divididos em 17 grupos de trabalhos, os delegados vão analisar e votar as propostas. Após a aprovação na Plenária Final da Conferência, será elaborado um relatório com as propostas definidas pelos delegados da 14ª CNS, que devem nortear as políticas de saúde nos próximos quatro anos.
Participantes da 14ª CNS fazem protesto pela regulamentação da Emenda 29

A Emenda Constitucional nº 29, de 13 de setembro de 2000, que obriga os estados e o Distrito Federal a destinar pelo menos 12% de seu orçamento para a saúde, e os municípios, 15%, foi motivo de manifestação no primeiro dia (30/11) da 14ª CNS. Participantes da Conferência promoveram um movimento para reivindicar a regulamentação da EC 29. Durante caminhada pela Esplanada dos Ministérios, cerca de três mil manifestantes criticaram, com faixas e cartazes, as políticas públicas do governo federal para a área da saúde. O secretário-geral da conferência, Francisco Batista Júnior, disse que não basta definir os recursos para a saúde. "Se nós conseguirmos mais recursos mas não mudarmos a lógica do financiamento, da gestão, não criarmos uma carreira de profissionais do SUS, o financiamento não vai resolver. O equívoco, na base, se não for corrigido, não viabiliza o sistema".

ABRASCO na #PrimaveraDaSaude. Da esquerda para a direita: Mariângela Cherchiglia (Conselheira),
Carlos Silva (Sec. Executivo) e Margareth Pessanha ( Sec. Executiva Adjunta).
História das CNS começou há 70 anos
As Conferências Nacionais de Saúde acontecem há 70 anos. No entanto, no início, o espaço era voltado somente às esferas intergovernamentais. Isso permaneceu até o reconhecimento da saúde, na Constituição Federal de 1988, como um direito de todos e dever do Estado, e com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Hoje, as Conferências ocorrem a cada quatro anos e os debates giram em torno dos desafios para a legitimação do Sistema como política pública universal e para a garantia de acesso aos serviços com equidade, integralidade e melhor qualidade. A ampliação das práticas de controle social e a disposição de processos democráticos e participativos de entidades e movimentos sociais também estão no foco das discussões atuais.
Matéria do Informe ENSP (com informações do site da 14ª CNS, da Agência Brasil e do Ministério da Saúde)
Fotos 14ª CNS: Fabio Rodrigues Pozzebom e Wilson Dias (ABr) e Carlos Silva (ABRASCO)
Seminário de Comunicação e Saúde: trabalho em rede para o fortalecimento do SUS



`Lula, vá para o SUS´ é preconceito de classe!

*Luis Eugênio Portela e Luis Sestelo
A recente notícia sobre a doença de Lula e sua internação no Hospital Sírio Libanês em São Paulo repercutiu na mídia e nas redes de relacionamento virtuais como uma bomba. Vários comentários forma publicados, muitos deles sugerindo que Lula deveria procurar atendimento no SUS e não naquele hospital. Uma colunista fez comentários sobre os hábitos de consumo de bebida alcoólica e de tabaco de Lula e sobre o comportamento de D. Mariza nos corredores do hospital.
Todo esse furor midiático guarda um traço em comum que pode ser facilmente identificado: o preconceito de classe social contra Lula e sua família. A mensagem sub-reptícia que é veiculada pode ser interpretada como algo assim: esse hospital é reduto de pessoas de classe! O que é que um operário nordestino está fazendo aqui? Seu lugar é junto aos pobres, junto aos desclassificados, na fila do atendimento dos hospitais públicos! Veja D. Marisa, sem compostura, anda de chinelinhos no corredor do hospital! O Lula cachaceiro e fumante, só podia mesmo ter câncer de laringe. Coisa de pobre... quando Paulo Maluf andou por lá ninguém lembrou de perguntar se ele não deveria ser assistido pelo SUS.
No caso específico do slogan "Lula, vá para o SUS!", entretanto, existe uma falácia adicional que precisa ser esclarecida em nome da verdade factual. A ideia de que no Brasil existem duas categorias estanques de sistema de saúde, uma pública, representada pelo SUS, e outra privada, representada pelos planos de saúde, é falsa.
Existe, de fato, uma complexa articulação entre as dimensões pública e privada no sistema de saúde brasileiro que favorece as empresas de planos de saúde e seus clientes e prejudica o conjunto do sistema de saúde e a maioria da população.
Os limites entre o público e o privado são extremamente nebulosos e nessa névoa prevalece uma apropriação privada de recursos públicos, utilizados pela parcela da população em melhor condição socioeconômica.
O Hospital Sírio Libanês é, oficialmente, um hospital filantrópico que, portanto, é beneficiado com isenção fiscal e outras modalidades de financiamento público direto e indireto no seu funcionamento. A sua equipe médica exerce uma dupla militância, atendendo simultaneamente a clientela encaminhada pelo SUS e aos clientes dos planos de saúde. A magnífica estrutura física daquele hospital foi constituída apenas com recursos da comunidade sírio-libanesa? Será que não entrou nenhum recurso público na montagem daquele aparato de diagnóstico e tratamento?
Vamos colocar a questão de forma honesta. Vivemos em um país que tem um sistema tributário regressivo. Tira dos pobres, por meio de impostos indiretos, proporcionalmente mais do que dos ricos. Quase a metade do Orçamento Geral da União vai para o pagamento de juros da dívida pública interna, portanto é uma espécie de "bolsa família" para as cerca de 20 famiglie de detentores de títulos da dívida pública. O pouco que sobra para a saúde também obedece a essa mesma lógica pouco republicana de distribuição, preconizada pelo Banco Mundial desde os anos 1990: oferta pública de serviços focalizada para os pobres, ao lado de um mercado de venda de serviços subsidiado com o dinheiro dos pobres, para os ricos e os remediados.
O sistema de saúde no Brasil é um só. As distorções evidentes que existem e aumentam a cada dia, decorrem da bem sucedida estratégia de apropriação privada do espaço público levada adiante ao longo dos últimos anos, inclusive durante o governo Lula. Os detratores do SUS, em geral, são os maiores beneficiados dessa estratégia.
O governo Lula pôs o Brasil no rumo do desenvolvimento, com algum grau de distribuição de renda, mas algumas coisas seu governo de coalisão não foi capaz de fazer. Entre elas: a democratização dos meios de comunicação, que continuam a praticar o preconceito de classe explícito contra sua figura e tramam, diariamente, contra o governo Dilma, e uma inequívoca opção política pelo uso republicano dos recursos públicos na saúde.
Tivesse Lula garantido o financiamento público adequado do sistema de saúde, estaria, possivelmente, no mesmo hospital, ao lado de outros trabalhadores de origem nordestina e também ao lado dos parentes de Maluf (notório membro da comunidade sírio libanesa), compartilhando o uso das mesmas instalações financiadas com recursos de toda a sociedade.
O SUS, adequadamente financiado e organizado com base no interesse público, é o lugar ideal para Lula e para qualquer cidadão brasileiro. Esse sim seria um grande passo em direção a uma sociedade mais justa e democrática!
Luis Eugênio Portela é vice-presidente da ABRASCO é docente do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBa). Luis Sestelo é membro do Comitê de Saúde do Trabalhador - TRT 5ª Região.
Fonte: site Bahia 247
Trágica Sátira
* Lígia Bahia
Problemas de saúde de gente famosa, especialmente aqueles que põem à prova a abnegação, coragem e paciência dos doentes, testam simultaneamente a generosidade dos sentimentos de fãs, admiradores ou detratores, a compreensão sobre a patologia, terapia e o conhecimento sobre o sistema de saúde. Em geral, ninguém tira nota máxima na prova, até porque alguns se interessam mais pelas reações às provações de seus afetos, outros às explicações dos especialistas ou à forma e qualidade do atendimento. O adoecimento e tratamento do ex-presidente Lula também gerou várias narrativas a partir do mesmo evento. A exceção à regra, na divulgação do episódio, foi o tom e conteúdo da polêmica sobre o atendimento ou não no SUS. Tamanha foi a estridência do debate que os sentidos do SUS, quer como idéia abstrata de política universal, quer como serviços de saúde a serem utilizados ou não, ficaram mais nítidos. Do ressentimento mesquinho de opositores, cuja experiência concreta de uso e adesão aos valores do SUS é no mínimo muito incipiente, restou um legítimo desafio político e ético. A pergunta que não pode mais ser contornada é: desistimos, na prática, da construção de um sistema universal de saúde? Estamos rumando a passos largos para um sistema de saúde similar ao da África do Sul, onde 16% da população que tem plano de saúde consome 60% do total das despesas com saúde, ou não?
O que diferencia o Brasil de países em desenvolvimento com economias ascendentes não é a posse de poucos hospitais de excelência. Tal como ocorre por aqui unidades hospitalares bem equipadas e dotadas de corpo clinico de universidades prestigiosas não são apenas templos luxuosos e exclusivos de tratamento para celebridades políticas e artísticas. Desempenham objetivamente uma importante função na interligação entre profissionais de saúde com os centros internacionais de produção de conhecimento e em termos de atualização tecnológica. Alguns desses hospitais integram o circuito do turismo médico, no qual os preços de cirurgias plásticas, cardiológicas, ortopédicas, e de fertilização, entre outros procedimentos, podem ser cotados em diversos países tais como Brasil Índia, México e Tailândia.
A singularidade brasileira é o SUS. A participação ativa na renovação tecnológica ditada pelos países produtores de equipamentos e insumos é um vetor a ser considerado e devidamente valorizado. Mas não deveria induzir a escrita da política de saúde com linhas tortas. Entre 2009 e 2010, houve crescimento da malha de serviços privados de saúde no Brasil e reforço dos investimentos em hospitais particulares. Na cidade de São Paulo, o fluxo do atendimento aos “turistas-pacientes” cresceu. Consolidaram-se esquemas assistenciais inovadores, mas excludentes. Em 2009, o valor estimado de uma internação nesses estabelecimentos de R$10.239,00 para a cobertura, no máximo, de cerca de três milhões de pessoas, foi muito superior ao pago pelo SUS, R$873,91.
Sem planejamento adequado, as iniciativas para instalação de mais alguns hospitais “privado-filantrópicos” e privados voltados a um público seleto, em algumas cidades brasileiras, poderão modernizar o atendimento médico, mas intensificarão a iniquidade. O crescimento do mercado de planos e seguros de saúde, não compensado por investimentos nos hospitais públicos, resultou na retração da rede hospitalar do SUS. Entre 2004 e 2009, a taxa de leitos por 1.000 habitantes diminuiu de 2,4 para 2,3. Os indicadores de oferta das regiões Norte e Nordeste, respectivamente 1,8 e 2,0 leitos por 1.000, persistem muito distantes do parâmetro de 2,5 a 3, definido pelo Ministério da Saúde em 2002.
O transplante da singular trama conformada por hospitais privados, universidades públicas e conexões com órgãos executivos locais e nacionais de uma determinada unidade da federação para contextos distintos é uma operação não recomendada para organizar e gerir serviços e sistemas de saúde. Médicos e unidades assistenciais para a corte nem sempre demonstraram ser a única, ou a melhor, alternativa para o enfrentamento de problemas de saúde dos súditos, e até mesmo da realeza. Um exemplo: a janela de tratamento para infarto agudo do miocárdio (o tempo adequado entre o início dos sintomas e a realização dos procedimentos para preservar o órgão) é de 2 a 4 horas. Para esses casos, o melhor médico e a melhor instituição de saúde não são aviões de carreira ou jatos particulares. É preciso que o mapa da rede de serviços de saúde no Brasil se justaponha às necessidades de saúde de populações territorialmente localizadas. Consequentemente, a dupla concentração espacial e econômica, do atendimento hospitalar nas mãos de quem sabe fazer mais com mais recursos – na realidade, com muito mais receitas, inclusive provenientes de aportes públicos e seleção de riscos–não é a solução para o SUS.
É mais do que sabido que o colóquio entre pacientes e médicos que pertencem ao mesmo “meio” é fácil e fluido em função de uma pressuposta correspondência entre hábitos mentais e lingüísticos. A hierarquia social crescente é proporcional à intensidade dos vínculos de amizade entre os mais notórios profissionais de saúde e seus clientes. Nada muito diferente de outras tantas relações características de sociedades desiguais. Com o devido afastamento entre as relações pessoais e as responsabilidades públicas as medicinas das cortes ocupam espaços restritos na definição das políticas de saúde. A inversão ocorre quando uma parcela da medicina privada se instala na corte e passa a ditar regras para a organização do conjunto do sistema de saúde, favoráveis à expansão de seus nichos de mercado e tendentes ao aprofundamento da estratificação e exclusão. Cria-se então, desde o borramento das fronteiras entre público e privado, uma barreira adicional ao debate político e ético. E, o punhado de frases de efeito, postas em circulação para justificar favorecimentos a determinados grupos e interesses termina por compor uma trágica sátira.
Lígia Bahia, vice-presidente da ABRASCO e professora de economia da saúde no Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IESC/UFRJ). Artigo publicado no publicado no Jornal O Globo, no dia 28 de novembro de 2011.
Saúde da família: expansão, aprofundamento e desafios
"Saúde da família: expansão, aprofundamento e desafios " é o tema do número temático de novembro da Revista Ciência & Saúde Coletiva dedicado à Atenção Primária à saúde (APS). Esta edição apresenta artigos referentes principalmente à Estratégia Saúde da Família (ESF) abordando especialmente: avaliação de acesso, qualidade de serviços e caracterização de seu uso; qualificação profissional; questões culturais e de gênero e itinerários terapêuticos; relação entre saberes populares e acadêmicos; processos de trabalho envolvendo subjetividade e clínica, visitas domiciliares; práticas preventivas e educativas e a Política Nacional de Humanização. Os textos mostram que em seus 23 anos, o SUS cresceu e se tornou uma realidade complexa e em seu âmbito, a ESF hoje abrange 50% da população. Mas, segundo o próprio Ministério da Saúde, há quase 30% dos serviços de APS sem essa estratégia. Ademais, apesar do potente crescimento, a ESF não conquistou grande legitimidade social; não é valorizada pela mídia; a classe média pouco a usa; é pouco reivindicada por movimentos sociais e, ainda na prática, é um serviço para pobres. Daí a relevância da discussão sobre essa estratégia, talvez a única política federal, até o momento, fortemente indutora da expansão da APS no Brasil, de forma coerente. Tal discussão torna-se muito importante tendo em vista recentes declarações do Ministério da Saúde de aumentar o apoio financeiro federal à APS/ESF, vinculado a avaliações de acesso, qualidade e desempenho.
Confira o sumário da Revista:
Editorial - Saúde da família: expansão, aprofundamento e desafios - Carlos Tesser;
Artigo debate: Estratégia saúde da família e análise da realidade social: subsídios para políticas de promoção da saúde e educação permanente - Charles Tesser. Debatedores: Raimunda Magalhães da Silva, Fátima Luna Pinheiro Landim e Maria Fátima de Sousa;
1. Avaliação da qualidade do programa saúde da família em municípios do Ceará: uma abordagem multidimensional - Mauro Serapioni e Marcelo Gurgel Carlos da Silva;
2. Saberes populares e cientificismo na estratégia saúde da família: complementares ou excludentes? - José Roque Junges, Lucilda Selli, Natália de Ávila Soares, Raquel Brondísia Panizzi Fernandes e Marília Schreck de Lima;
3. Subjetividade e clínica na atenção básica: narrativas, histórias de vida e realidade social – Rebeca Silva de Barros e Carlos Botazzo;
4. Social and health indicators as a measure of access to primary care in Brazil - Ana Cristina Viana Campos, Carolina Marques Borges, Andrea Maria Duarte Vargas, Cláudio Rodrigues Leles e Efigênia Ferreira e Ferreira;
5. O sentido da visita domiciliária realizada por estudantes de medicina e enfermagem: um estudo qualitativo com usuários de unidades de saúde da família – Maria José Sanches Marin, Romeu Gomes, Antonio Carlos Siqueira Junior, Cássia Regina Rodrigues Nunes, Cristina Peres Cardoso e Márcia Padovan Otani e Maria Yvette Moravcik;
6. Evaluation of students’ knowledge as a contribution to dengue control programs – Juliana Maria Trindade Bezerra, Joelma Soares-da-Silva, Sebastiana Silva Ibiapina, Wanderli Pedro Tadei e Valéria Cristina Soares Pinheiro;
7. Cultura e instituições de saúde: estudando a participação de traços culturais da sociedade brasileira no processo de trabalho de serviços de atenção básica – Alessandra Maria Silva Pinto;
8. Atuação dos pais na prevenção da hipertensão arterial - uma tecnologia educativa em saúde – Zélia Maria de Sousa Araújo Santos, Joselany Afio Caetano, Francisco Getúlio Alves Moreira e Zélia Maria de Sousa Araújo Santos;
9. Características da utilização de serviços de Atenção Básica à Saúde nas regiões Sul e Nordeste do Brasil: diferenças por modelo de atenção – Elaine Tomasi;
10. Avaliação de um Centro de Atenção Psicossocial: o olhar da família – Marcio Wagner Camatta, Cíntia Nasi, Angélica Nickel Adamoli, Luciane Prado Kantorski e Jacó Fernando Schneider;
11. Avaliação da associação entre qualificação de médicos e enfermeiros em atenção primária em saúde e qualidade da atenção – Claudia Danyella Alves Leão e Antônio Prates Caldeira;
12. O agente comunitário de saúde e suas práticas educativas em saúde bucal: uma avaliação qualiquantitativa – Fábio Luiz Mialhe, Fernando Lefèvre e Ana Maria Cavalcanti Lefèvre;
13. Itinerários terapêuticos: o estado da arte da produção científica no Brasil – Ana Lucia Lobo Vianna Cabral, Martinez-Hernáez, Eli Iola Gurgel Andrade e Mariângela Leal Cherchiglia;
14. Intersetorialidade, Convergência e Sustentabilidade: Desafios do Programa Bolsa Família em Manguinhos, RJ – Rosana Magalhães, Angela Virginia Coelho, Milena Ferreira Nogueira e Cláudia Bocca;
15. Estratégias Alimentares de Mães de Crianças Desnutridas e Eutróficas: estudo qualitativo mediante observação gravada em vídeo – Gimol Benzaquen Perosa, Maria Antonieta de Barros Leite Carvalhaes, Maria Helena D’Aquino Benício e Flávia Cristina Pereira Silveira;
16. Sobrepeso e obesidade em escolares pré-púberes: associação com baixo peso ao nascer e antecedentes familiares para doença cardiovascular. Embu – Região Metropolitana de São Paulo, 2006 – Maria Wany Louzada, Strufaldi, Edina Mariko Koga da Silva e Rosana Fiorini Puccini;
17. Associação do sobrepeso com variáveis sócio-demográficas e estilo de vida em universitários – Edio Luiz Petroski, Diego Augusto Santos Silva, Teresa Maria Bianchini de Quadros e Alex Pinheiro Gordia;
18. A dimensão ética da formação profissional em saúde: estudo de caso com cursos de graduação em odontologia – Mirelle Finkler, João Carlos Caetano e Flávia Regina Souza Ramos;
19. Fatores sócio-demográficos e atividade física de lazer entre homens e mulheres de Duque de Caxias/RJ – Suzana Patrícia de Sá Silva, Gilza Sandre-Pereira e Rosana Salles-Costa;
20. Concepções de gênero, masculinidade e cuidados em saúde: estudo com profissionais de saúde da atenção primária - Márcia Thereza Couto, Geórgia Sibele Nogueira da Silva, Lilia Blima Schraiber, Romeu Gomes, Wagner dos Santos Figueiredo, Otávio Augusto Valença e Thiago Félix Pinheiro;
21. A atenção básica em saúde do homem sob a ótica do usuário Um estudo qualitativo em três serviços do Rio de Janeiro – Romeu Gomes, Lúcia Emília F S Rebello, Elaine Ferreira do Nascimento, Suely Ferreira Deslandes e Martha Cristina Nunes Moreira;
22. Séries de procedimentos odontológicos realizadas nos serviços públicos brasileiros, 1994-2007 – Roger Keller Celeste, Jacqueline Furtado Vital, Washington Leite Junger e Michael Eduardo Reichenheim;
23. Saúde bucal: representações sociais de mães gestantes. Medellín, Colombia – Gloria Escobar-Paucar, Catalina Sosa-Palacio e Ángela Sánchez-Mejía;
24. Promoção da Saúde Mental – Tecnologias do Cuidado: vínculo, acolhimento, co-responsabilização e autonomia – Maria Salete Bessa Jorge, Diego Muniz Pinto, Paulo Henrique Dias Quinderé, Antonio Germane Alves Pinto, Fernando Sérgio Pereira de Sousa e Cinthia Mendonça Cavalcante;
25. Cinco anos da Política Nacional de Humanização: trajetória de uma política pública – Dário Frederico Pasche, Eduardo Passos , Élida Azevedo Hennington;
26. Manganese and Parkinson’s Disease: A critical Review and New Findings – Tomás R. Guilarte;
Resenha de Rodrigo Leite Hipolito e Hayda Josiane Alves sobre: Gomes R. A saúde do homem em foco. São Paulo: Editora UNESP; 2010.
Os artigos estão disponíveis na íntegra no Scielo.
ABRASCO convoca associados a participar de duas consultas eletrônicas
Diretoria da ABRASCO convoca Assembléia Geral Extraordinária
Comissão Científica do World Nutrition Rio 2012 prorroga prazo de envio de trabalhos
Terminou, no dia 09 de novembro, o prazo de envio de resumos para a Comissão Científica do World Nutrition Rio2012. Os autores que já enviaram trabalhos poderão fazer modificações até o prazo final das inscrições. O Congresso, organizado pela ABRASCO, em parceria com a World Public Health Nutrition Association (WPHNA), será realizado de 27 a 30 de abril do ano que vem no Rio de Janeiro. O evento está sendo organizado como um espaço de diálogo, intercâmbio e convergência entre pesquisadores, gestores de políticas públicas, profissionais de nível local e ativistas deste campo e, também, com pessoas que atuam em áreas afins à Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva. O encontro está estruturado em três eixos: Conhecimento, Política e Ação, significando a tradução das melhores evidências científicas disponíveis em políticas e programas para proteger e melhorar a saúde da população brasileira, latino-americana e mundial. Mais detalhes sobre inscrições estão disponíveis, em português e inglês, no site http://www.worldnutritionrio2012.com.br. O World Nutrition Rio 2012 está nas redes sociais! Clique nos links a seguir e acompanhe a organização do Congresso no Twitter e no Facebook.
Gastão Wagner participou de Seminário organizado pela FSP/USP
O conselheiro da ABRASCO, Gastão Wagner de Souza Campos, participou do seminário “Implicações técnicas e políticas das propostas da 6ª Conferência Estadual de Saúde de SP para a política estadual de saúde e para a 14a Conferência Nacional de Saúde” no dia 08 de novembro, na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. O evento, aberto ao público em geral, colocou em debate as propostas apresentadas à 14ª Conferência Nacional de Saúde (14ª CNS) e Gastão Wagner, professor titular da Unicamp e relator geral da 14ª CNS, proferiu a palestra de abertura. Também participaram do Seminário, compondo a Mesa de Debates, a Dra. Stela Pedreira, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, representando os gestores da saúde, a Sra. Cícera Salles, pelo segmento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), o Sr. Luiz Antonio Queiroz, representando os trabalhadores, e a Dra. Marília Louvison, relatora geral da 6ª Conferência Estadual de Saúde, realizada em Serra Negra no período de 31 de agosto a 2 de setembro deste ano, como etapa paulista da 14ª CNS. Mais detalhes sobre o Seminário aqui.
Presidente da ABRASCO participa das comemorações pelos 20 anos de fundação do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da UFPel
O presidente da ABRASCO, Luiz Augusto Facchini, estará participando do evento científico "Da saúde materno-infantil ao ciclo vital", nos próximos dias 07 e 08 de novembro, quando serão comemorados os 20 anos de fundação do Programa de Pós-graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (PPGE/UFPel). Facchini participará da abertura do evento junto com os outros docentes fundadores do PPGE: Cesar Victora, Fernando Barros e Jorge Beria. O evento será marco do I Encontro Científico dos Egressos e a programação terá debates sobre as linhas de pesquisa Saúde Materno-infantil, Estudos do Ciclo Vital, Saúde do Trabalhador e Avaliação e Serviços da Saúde e as palestras "Marcadores genéticos e a influência da nutrição sobre a saúde em nível populacional" (Prof. George Davey-Smith, Bristol University/Inglaterra) e "Nutrição na infância e capital humano na vida adulta" (Prof. Reynaldo Martorell, Emory University/USA), entre outras atividades. Mais detalhes aqui.
Hésio Cordeiro recebe a comenda Sergio Arouca do Conselho Federal de Medicina
O ex presidente da ABRASCO (gestão 1983 - 1985), Hésio Cordeiro, recebeu a comenda Sérgio Arouca de Medicina e Saúde Pública do Conselho Federal de Medicina (CFM) no último dia 26 de outubro. Cordeiro recebeu a medalha das mãos do médico Luiz Odorico Monteiro de Andrade, da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP/MS) do Ministério da Saúde. “Esse prêmio não é um prêmio isolado. Existem muitas pessoas com as quais devo compartilhar”, destacou Cordeiro, lembrando dos colegas que lutaram pela reforma sanitária.A solenidade de entrega foi realizada na sede do Conselho em Brasília sendo homenageados também os médicos Ivo Pitanguy (comenda Moacyr Scliar de Medicina, Literatura e Arte) e Ricardo Paiva (comenda Zilda Arns Neumann de Medicina e Responsabilidade Social). Hésio graduou-se na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em 1965, onde também cursou o mestrado em Saúde Coletiva (1978). É doutor em Medicina Preventiva pela Universidade de São Paulo (USP). Na área da educação, foi presidente do Conselho Nacional de Educação, reitor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e diretor do curso de Medicina da Universidade Estácio de Sá. Atualmente, é coordenador do mestrado profissional desta universidade.Hésio Cordeiro é um dos articuladores do Movimento da Reforma Sanitária, que culminou com a criação do SUS. Mais detalhes sobre a cerimônia aqui.
Paulo Buss será membro da The Lancet-University
O ex-Secretário Executivo da ABRASCO, ex-presidente da Fiocruz e atual coordenador do Centro de Relações Internacionais em Saúde, Paulo Buss, acaba de ser convidado a ser membro da The Lancet-University of Oslo Commission on Global Governance for Health. Membros de diferentes países formarão a Comissão, que examinará aspectos de governança – nos níveis global e nacional – no setor da saúde e em outros que impactam a saúde. A Comissão irá analisar e propor recomendações sobre esse tema, que serão publicadas na edição de agosto de 2013 da revista The Lancet e apresentadas à Assembleia Geral das Nações Unidas do mesmo ano. O primeiro encontro da Comissão será realizado ainda nesse ano, em dezembro, na cidade de Oslo, Noruega (com informações da Agência Fiocruz).
Protocolos Regionais de Políticas Públicas em Telessaúde para a América Latina
A coordenadora do GT Informações em Saúde e População (GTISP) da ABRASCO e docente da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), Ilara Hammerli Sozzi de Moraes, coordenará o componente Gestão da Telessaúde do Projeto "Protocolos Regionais de Políticas Públicas em Telessaúde para a América Latina". Confira a entrevista concedida pela pesquisadora ao Informe ENSP, na qual analisa o processo de transição do mundo analógico para o digital e descreve todo o projeto de Telessaúde na América Latina clicando aqui.
Seminário Impasses e Alternativas para o Financiamento do SUS Universal
A ABRASCO, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Laboratório de Economia Política da Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LEPS/UFRJ) promoveram hoje, 04 de novembro, o seminário "Impasses e Alternativas para o Financiamento do SUS Universal", das 9h às 18h, no Colégio de Altos Estudos da UFRJ (Av. Rui Barbosa, 762, Flamengo, Rio de Janeiro). O encontro teve como público alvo pesquisadores, formuladores e executores de políticas públicas, entidades de profissionais de saúde e movimentos sociais. Clique nos links a seguir e confira o termo de referência e a programação do Seminário. Os vídeos do encontro estarão disponíveis em breve!
Saúde da Criança e do Adolescente: saberes, práticas e perspectivas
"Saúde da Criança e do Adolescente: saberes, práticas e perspectivas" é o tema do número de outubro da Revista Ciência & Saúde Coletiva que apresenta artigos sobre a promoção da saúde e os cuidados com crianças e adolescentes sob a ótica da Saúde Coletiva. Os textos oferecem diferentes abordagens metodológicas, apresentam uma multiplicidade de saberes, pontos de vista e autores de várias regiões do país. Em seu conjunto, os artigos apresentam uma reflexão abrangente sobre aspectos que vão desde o nascimento pré-termo à adolescência, integrando, estudos epidemiológicos, avaliação de comportamentos e práticas, educação em saúde e avaliação de programas de promoção e assistência. Entre os destaques estão as pesquisas sobre abandono do aleitamento materno e sobre intenção de abandono de mães de bebês prematuros impõem uma reavaliação de condutas e práticas ligadas ao nascimento. O abandono da amamentação e o posterior abandono do bebê em hospitais podem ter raízes nas omissões institucionais em relação à mulher no ciclo grávido-puerperal, no excesso de cesarianas, nas práticas hospitalares que desautorizam as mães, afastam o pai, a família e as redes de apoio social. Alguns textos dão ênfase à articulação de fatores biológicos e ambientais no desenvolvimento infantil mostrando associação entre ambiente domiciliar e alterações no desenvolvimento, retardo estatural em menores de cinco anos, fatores de risco para sobrepeso em adolescentes; assim como ao papel das redes sociais e da comunicação em programas de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança. Vários outros assuntos importantes são tratados, mas, tratando-se de humanização dos cuidados, destaque especial deve ser dado ao artigo: “Dialogia do riso: um novo conceito que introduz alegria para a promoção da saúde apoiando-se no diálogo, no riso, na alegria e na arte da palhaçaria”. Veja o sumário da Revista clicando aqui.
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