REVISTA CIÊNCIA & SAÚDE COLETIVAA
Neste mês de maio o tema é Vigilância em Saúde: experiências e perspectivas
Leia aqui a matéria completa.
CBN ouve Dra. Lígia Bahia em reportagem sobre concentração de horas extras no INTO
Rádio CBN: Com base em dados obtidos através da Lei de Acesso à Informação, a CBN revela que uma pequena elite de profissionais do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia concentrou o pagamento de adicional por plantão hospitalar entre 2010 e 2012. O benefício é pago a servidores federais da área de saúde para garantir o funcionamento das unidades aos sábados, domingos e feriados. No Into, os plantões extras deveriam acelerar a fila por uma cirurgia, que tem 21 mil pacientes, mas isso não aconteceu.
CBN ouve Dra. Lígia Bahia em reportagem sobre concentração de horas extras no INTO
Júlio Lubianco - Rádio CBN
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Gente como o pedreiro Célio Henrique da Silva, de 35 anos. Ele sofre de osteonecrose no fêmur esquerdo e procurou o Into pela primeira vez em 2006. Segundo ele, na época, os médicos disseram que a cirurgia seria simples. No entanto, como o procedimento não foi feito, a condição dele se agravou. Sem poder trabalhar, Célio sobrevive com um salário mínimo do benefício do INSS. Ele mora em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, mas precisou se mudar porque não conseguia mais subir as escadas do prédio onde vivia.Carissa Etienne assume como Diretora da Organização Pan-Americana da Saúde
Em eleição realizada durante a 28ª Conferência Sanitária Pan-Americana, Carissa Etienne foi escolhida para assumir, em 1º de fevereiro de 2013, o cargo de Diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para um mandato de cinco anos. Ela substituirá Mirta Roses, que ocupa o cargo desde 1º de fevereiro de 2003.Comissão de Política, Planejamento e Gestão prepara congresso de agosto

A Comissão de Política, Planejamento e Gestão em Saúde, se reuniu nos dias 16 e 17 de janeiro, em Belo Horizonte, para trabalhar na preparação do II Congresso Brasileiro de Política, Planejamento e Gestão em Saúde a ser realizado de 30 de setembro a 2 de outubro deste ano, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na reunião foram definidos alguns dos temas que o congresso discutirá, assim como as comissões científica e organizadora local. A comissão aproveitou o encontro para definir e manter uma agenda de cooperação entre pesquisa e gestão, sempre visando reduzir as desigualdades em saúde no Brasil.
Crack: cuidar e não reprimir
Paulo Amarante* e Luis Eugenio de Souza**
A questão do consumo de crack entrou com forte destaque na agenda nacional. É raro o dia em que a grande imprensa não aborde o assunto. E de fato, não há como negar que o uso de crack se tornou um problema de saúde pública. Exatamente aí é que se vê o maior equívoco e a maior contradição do enfrentamento do problema. É um problema de saúde e não de segurança pública.O GLOBO: No Rio, comissão da Alerj aponta falhas na internação compulsória
FOLHA DE SÃO PAULO: Ex-Polegar diz que viciado debilitado precisa de ajuda.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1218448-ex-polegar-diz-que-viciado-debilitado-precisa-de-ajuda.shtml
CORREIO DA BAHIA - Salvador terá internação compulsória
http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/salvador-tera-internacao-compulsoria-de-viciados-em-drogas/
TV GLOBO – JORNAL NACIONAL
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/01/menino-morre-atropelado-durante-operacao-de-combate-ao-crack-no-rj.html
Crack: cuidar e não reprimir
Paulo Amarante* e Luis Eugenio de Souza **
A questão do consumo de crack entrou com forte destaque na agenda nacional. É raro o dia em que a grande imprensa não aborde o assunto. E de fato, não há como negar que o uso de crack se tornou um problema de saúde pública. Exatamente aí é que se vê o maior equívoco e a maior contradição do enfrentamento do problema. É um problema de saúde e não de segurança pública.
Dossiê sobre agrotóxico propõe consciência coletiva por um novo desenvolvimento

Comissão de Política, Planejamento e Gestão prepara congresso de agosto
A Comissão de Política, Planejamento e Gestão em Saúde, se reuniu nos dias 16 e 17 de janeiro, em Belo Horizonte, para trabalhar na preparação do II Congresso Brasileiro de Política, Planejamento e Gestão em Saúde a ser realizado de 30 de setembro a 2 de outubro deste ano, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na reunião foram definidos alguns dos temas que o congresso discutirá, assim como as comissões científica e organizadora local. A comissão aproveitou o encontro para definir e manter uma agenda de cooperação entre pesquisa e gestão, sempre visando reduzir as desigualdades em saúde no Brasil. Leia Mais.
O plantonista sumiu!
Tropeça-se a cada passo em relatos de pessoas desassistidas pelos serviços de saúde. Mas encontrar os responsáveis pela omissão de socorro ou imprudência, imperícia ou negligência, especialmente no Brasil, constitui um fato extraordinário.O plantonista sumiu!
Por Ligia Bahia em O Globo, 21 de janeiro de 2012.
Tropeça-se a cada passo em relatos de pessoas desassistidas pelos serviços de saúde. Mas encontrar os responsáveis pela omissão de socorro ou imprudência, imperícia ou negligência, especialmente no Brasil, constitui um fato extraordinário.CONTRA O CRACK: MAIS RESPEITO À CIDADANIA!
Paulo Amarante* e Luis Eugenio de Souza**
O crack é uma droga pesada, que prejudica enormemente a saúde de seus usuários, levando vários à morte, além de comprometer a qualidade de vida das famílias e apresentar custos sociais. Obviamente, não é a única droga a possuir tais características e, em termos populacionais, seus efeitos são menores do que o de outras drogas por conta da menor prevalência relativa de seu uso. De todo modo, o crack, o álcool e todas as substâncias psicoativas consumidas abusivamente exigem respostas sociais que minimizem os malefícios que podem causar à saúde das pessoas.
Na verdade, o aumento da utilização de drogas deve ser visto como um “analisador”, ou seja, como um indicador do que vem acontecendo na sociedade como um todo. A violência, a desigualdade social, a concentração de renda e a falta de perspectivas para as pessoas, sobretudo, das classes populares são fatores determinantes do abuso de substâncias psicoativas. Por isso, são necessárias medidas de caráter político, econômico, educacional e cultural em qualquer proposta séria de enfrentamento desse problema.
Na área da saúde, especificamente, a ação pública é orientada pela Lei nº 10.216 de 2001, que define, claramente, que o tratamento visará, como finalidade permanente, à reinserção social do paciente em seu meio e que, quando necessária, internação será realizada de forma a oferecer assistência integral à pessoa portadora de transtornos mentais, incluindo serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais, de lazer, e outros.
Desta forma, a internação compulsória ou mesmo a involuntária (“aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro”) não podem ser executadas como medidas coletivas, sem os cuidados de caráter clínico e de direitos que a lei estabelece.
Acrescente-se que várias entidades da sociedade civil vêm denunciando que as denominadas cracolândias são áreas de especulação financeira, revalorizadas após a “higienização” promovida pelas internações compulsórias. Outras denúncias dizem respeito ao crescente mercado manicomial de clínicas e “comunidades terapêuticas”, cujos interesses mercantis sobrepõem-se aosobjetivos de cuidar e tratar. Tais denúncias precisam ser apuradas pelos poderes públicos, a quem cabe a defesa dos interesses coletivos e difusos.
A alternativa a medidas isoladas e de pouca eficácia terapêutica, como a internação compulsória, é a constituição de redes de atenção à saúde mental, coordenadas pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). A experiência brasileira tem demonstrado a efetividade dessa estratégia, que se deve, fundamentalmente, à criação de vínculo entre a pessoa em tratamento e a equipe de saúde. O trabalho centrado na atenção psicossocial estimula o sujeito a buscar o cuidado e o tratamento.
Nesse sentido, vale registrar que o fracasso do tratamento calcado nas internações compulsória e involuntária (estima-se que mais de 90% destes internados buscam imediatamente a droga logo após a alta) é atribuído exatamente à falta de criação de vínculo entre o usuário e o profissional de saúde, somada, é claro, ao não desejo de se tratar.
Infelizmente, ainda são poucos os CAPS especializados no tratamento de dependência ao álcool e outras drogas no país, especialmente aqueles com atendimento 24 horas, com leitos de suporte para atenção a situações de crise. Do mesmo modo, faltam leitos psiquiátricos em hospitais gerais que compartilhem da mesma proposta e falta apoio a outras iniciativas importantes como os Consultórios de Rua.
Assim, é necessário investir em uma política de Estado que seja sólida, permanente e consistente, e não em medidas imediatistas e paliativas, talvez inspiradas por interesses outros que não o verdadeiro cuidado e tratamento das pessoas com dependência química.
Por tudo isso, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), vem mais uma vez se manifestar contra o uso da internação compulsória como medida principal para enfrentar o problema do consumo de crack ou de qualquer outra droga, associando-se à Frente Nacional Drogas e Direitos Humanos – Pela Cidadania, Dignidade e Direitos Humanos na Política Sobre Drogas, da qual fazem parte ainda a Associação Brasileira de Saúde Mental (ABRASME), o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES), os Conselhos Federais de Psicologia e Serviço Social e outras 50 entidades.
*- Coordenador do Grupo Temático de Saúde Mental da Abrasco
**– Presidente da Abrasco
Abaixo um depoimento de Paulo Amarante sobre a questão das drogas no Brasil, gravado no 10º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva.
CONTRA O CRACK: MAIS RESPEITO À CIDADANIA!
Paulo Amarante* e Luis Eugenio de Souza**
O crack é uma droga pesada, que prejudica enormemente a saúde de seus usuários, levando vários à morte, além de comprometer a qualidade de vida das famílias e apresentar custos sociais. Obviamente, não é a única droga a possuir tais características e, em termos populacionais, seus efeitos são menores do que o de outras drogas por conta da menor prevalência relativa de seu uso. De todo modo, o crack, o álcool e todas as substâncias psicoativas consumidas abusivamente exigem respostas sociais que minimizem os malefícios que podem causar à saúde das pessoas.
Na verdade, o aumento da utilização de drogas deve ser visto como um “analisador”, ou seja, como um indicador do que vem acontecendo na sociedade como um todo. A violência, a desigualdade social, a concentração de renda e a falta de perspectivas para as pessoas, sobretudo, das classes populares são fatores determinantes do abuso de substâncias psicoativas. Leia Mais.
Colégios Universitários no Brasil
Editorial da Folha (29/12/2012) declara que "a ideia [do Colégio Universitário] é a inovação mais promissora da proposta paulista" de cotas nas universidades estaduais. Eunice Durham ("Veja", 22/12/2012) considera a adoção de um modelo "college" uma "proposta revolucionária para o ensino superior brasileiro". Carlos Morel preside conselho de aliança internacional contra tuberculose
O pesquisar brasileiro Carlos Morel, diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), foi eleito presidente do Conselho de Diretores da Aliança Global de Desenvolvimento de Drogas para Tuberculose ( Aliança TB), organização internacional, que busca curas mais eficientes, rápidas e acessíveis para a doença.
À Agência FioCruz de Notícia Morel afirmou que pela capacidade científica e tecnológica de suas instituições e pela importância que a tuberculose ainda assume no contexto nacional, o Brasil terá uma maior participação nos próximos desafios que a TB Alliance. “Já iniciamos contatos com o Ministério da Saúde, por meio das secretarias de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) e de Vigilância em Saúde (SVS), visando fortalecer parcerias que possam levar a importantes desdobramentos científicos, tecnológicos e em saúde pública para o país", destaca.
A doença ainda é uma das principais causas de morte no mundo. Cerca de 1,4 milhão de pessoas morrem todos os anos. No Brasil, em 2012, foram notificados 71.337 casos da enfermidade e, entre 2001 e 2011, aproximadamente 4,6 mil mortes pela doença foram registradas. Mais informações aqui.
Equação insustentável, Temporão na Carta Capital
Em entrevista à revista Carta Capital, o ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão, fala sobre "uma bomba-relógio" que ameaça a saúde brasileira: o envelhecimento populacional. "O número de portadores de doenças crônicas deve aumentar, com inevitável impacto nas contas do SUS. As despesas médicas da rede pública podem crescer até 149% nos próximos 20 anos.
O País passa por um processo de "americanização" de seu sistema de saúde, com a perda de controle dos gastos causada pela hiperespecialização médica, pela pressão da indústria para o custeio de tecnologias de eficácia duvidosa e a falta de regulamentação do mercado privado.
CartaCapital: Durante a sua gestão, o Ministério da Saúde deu grande ênfase ao Programa Saúde da Família. Por quê?
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