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Grupos e Comissões
GT Trabalho e Educacao na Saude / Histórico
 

GT de Trabalho e Educação: recuperando a história e renovando as práticas, com inclusão e capilarização
 
O ato de elaborar retrospectivas é também uma razão para revisitar fatos e refletir sobre um tempo, que guarda suas marcas contextuais no contorno das experiências revisitadas. Os resultados que delas afloram são partes de um painel onde se conjugam esforços de múltiplos atores, refletindo circunstâncias, contextos, emoções e movimentos próprios das etapas reconstituídas. Com a recuperação da história do GT de TRABALHO E EDUCAÇÂO da ABRASCO não é diferente Ela se confunde com a história de uma área que tem hoje fortes bases construídas no interior do setor saúde, fruto dos esforços de pessoas, grupos e instituições, que ao longo da segunda metade do século 20 integraram-se em projetos e movimentos ligados às instituições de ensino e de formulação e execução de políticas relacionadas ao trabalho e à educação dos profissionais de saúde. Em muitos momentos, a atuação do GT também extrapolou as fronteiras brasileiras, em apoio a causas relacionadas à sua atividade científica e política, e essenciais aos sistemas de saúde e de formação, existentes no Brasil e em outros países.
 
A atuação de seus membros permitiu a aglutinação de forças em torno de projetos essenciais à Reforma Sanitária brasileira, e, em sua evolução, contribuíram para a constituição de um campo com características interdisciplinares, atravessado principalmente pela dimensão humana, técnica, intelectual, tecnológica e política.
 
Criado em 1994 com a denominação de GT de Profissões e Recursos Humanos,no ambiente do Congresso de Saúde Coletiva da ABRASCO em Pernambuco, o GT incorporou a terminologia, que, à época, refletia temáticas fundamentais a esse campo, e possibilitava o desenho de projetos de pesquisa e ensino consoantes com aquele contexto. A partir de então, o GT passou a ser reconhecido pela atuação de seus membros pelos projetos e eventos do campo, que apoiou, e pelos grupos de pesquisa que estimulou.
 
Enquanto na década de 1990 aconteciam as restrições econômicas que balizaram os caminhos dos sistemas de saúde em toda a América Latina, com reflexos importantes na área de Gestão do Trabalho, o Brasil teve uma expressiva produção estruturante na área de ensino da saúde, que poderíamos classificar como “uma fase instituidora”, quando um conjunto de projetos forneceram as bases para a formulação de novas políticas na área de Educação na Saúde.
 
Incorporando expressivas contribuições da discussão de integração docente assistencial, idéia que adquiriu visibilidade no Brasil, a partir da década de 1970, alguns projetos se configuraram sob a liderança governamental e da OPAS, ganhando os espaços acadêmicos de forma mais estruturada nos anos de 1990. Esses esforços estão basicamente representados pelo CADRHU – Curso de Desenvolvimento de Recursos Humanos para a Saúde, projeto dirigido à formação de profissionais gestores das áreas de recursos humanos em todos os estados da federação e o PROFAE, projeto de formação do pessoal de nível médio inicialmente para a área de enfermagem, mas com a perspectiva de expansão para outras áreas de formação técnica, projeto que vem se viabilizando nos dias atuais. Ambos os projetos se firmaram sob o signo da relação Trabalho X Educação, e mais do que projetos de formação de pessoal, foram instituidores de novas práticas de formação de docentes, de absorção de novas tecnologias educacionais e no caso do PROFAE, pelo envolvimento do aparelho formador universitário, na problemática de reorganização da formação técnica, tendo o apoio do GT de Profissões e Recursos Humanos em todas as suas etapas. A forma como esses projetos se inseriram na oferta de processos educativos em todo o país, contribuiu para dar legitimidade às inovações e alguns dos seus de processos de avaliação produziram análises críticas disponíveis em veículos de circulação nacional.
 
A Educação Médica foi um outro campo de atividade que teve o apoio do GT, na formulação e implantação do PROMED (década de 1990) e do PRÓSAUDE (década de 2000). E os diferentes ciclos de organização dos programas de curso Lato e Stricto Sensu, e das Residências Médicas e Multiprofissionais, foram também matérias que obtiveram apoio do GT de Profissões e Recursos Humanos para a Saúde, além da organização e desdobramentos das Conferências de Recursos Humanos e de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde. As diretrizes curriculares e a NOB- RH, além da consolidação da CIRH (Comissão Intersetorial de Recursos Humanos) como uma instância importante de assessoramento ao Conselho Nacional de Saúde, tendo uma representação do GT na sua composição.
 
Vale destacar que na fase de criação do GT, existia um número restrito de mestres e doutores, notadamente na área relacionada ao trabalho. No âmbito das políticas, as agendas ainda estavam estruturadas por pautas amplas, com muitos limites na produção intelectual e na estruturação das políticas, fenômeno que se reverteu com a formação de mestres e doutores, e com outros movimentos de revitalização da discussão da gestão do trabalho e da gestão da educaÃÂÂÃÂ

 

 

 

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10° Congresso Brasileiro
de Saúde Coletiva


14 a 18 de novembro de 2012
Porto Alegre - RS