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EVENTOS

 

IV Simpósio Brasileiro de Vigilância Sanitária

Carta de Fortaleza





II Seminário Brasileiro de Efetividade
da Promoção da Saúde
I




13ª. Conferência Nacional da Saúde




XVIII Congresso Mundial de Epidemiologia
VII Congresso Brasileiro de Epidemiologia

Carta de Porto Alegre

Premiação de pôsteres (menções honrosas)

Moções apresentadas

Documento síntese dos debates do 8º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva e 11º Congresso Mundial de Saúde Pública

Confira os debates e apresentações do 8º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva e 11º Congresso Mundial de Saúde Pública clicando aqui
 
Grupos e Comissões
GT Saúde Mental
 

II Congresso Brasileiro de Saúde Mental



O campo da saúde mental vem enfrentando uma variedade de desafios; entre eles, a necessidade de integração e operacionalização dos novos serviços substituindo ao modelo assistencial tradicional e de uma interação entre a prática e as áreas de conhecimento que compõem o sistema de saúde como um todo.

No âmbito científico o campo da saúde mental é tradicionalmente fragmentado e socialmente representado, por especialidades clássicas como Psiquiatria, Psicologia, Enfermagem Psiquiátrica, Terapia Ocupacional e Serviço Social. Novos atores sócio-profissionais estão presentes neste campo, entre eles a Educação Física, a Pedagogia, as Artes Plásticas e a Fisioterapia, além de outros setores, como sistemas de Educação, de Cultura e de Justiça. São ainda atores sociais importantes na área da saúde mental os movimentos sociais como o Movimento da Reforma Psiquiátrica e o Movimento da Luta Antimanicomial e os movimentos artísticos.

Estes desafios têm sido amplamente reconhecidos no contexto dos vários dispositivos de desenvolvimento do campo da Saúde Mental.

Portanto, a realização do II Congresso Brasileiro de Saúde Mental é uma iniciativa amadurecida e plenamente legitimada. O evento tem o potencial de promover, historicamente, as aproximações necessárias dos diversos atores sociais, usuários, familiares, profissionais, acadêmicos e artísticos que fazem deste campo de práticas e saberes um dos mais vibrantes no âmbito do Sistema Único de Saúde. Desta forma a realização do II CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE MENTAL atende a uma necessidade na perspectiva da consolidação de um sistema de saúde, que tem como princípios a integralidade, a universalidade de acesso e a descentralização.

Ministério da Saúde e Conselho Nacional de Saúde convocam a IV Conferência Nacional de Saúde Mental – Intersetorial , a realizar-se de 27 de junho a 01 de julho.

Como envolver os outros setores na solução dos problemas da Saúde Mental? Como ampliar a rede de serviços e a oferta de tratamento? Quais as melhores estratégias para tratar os problemas com o uso de álcool e outras drogas no Sistema Único de Saúde? Qual a melhor abordagem para cuidar do usuário de crack?

Todas essas perguntas serão assunto de discussão na IV Conferência Nacional de Saúde Mental - Intersetorial (IV CNSM-I), organizada pelo Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Saúde e parceiros intersetoriais. A IV CNSM-I será realizada entre os dias 27 de junho e 01 de julho, em Brasília, e deverá reunir cerca de 1.600 pessoas, entre gestores e prestadores de serviços dos 26 estados e Distrito Federal, profissionais da área e usuários.

Pela primeira vez, uma Conferência de Saúde Mental traz uma abordagem intersetorial, com a presença de parceiros da Secretaria Especial de Direitos Humanos, do Ministério do Desenvolvimento Social e de Combate à Fome, do Ministério da Cultura, do Trabalho e Emprego, da Educação, da Justiça e outros. A intenção é chamar para todos os atores sociais a responsabilidade sobre questões que envolvam a Saúde Mental para que cada um contribua com a parte que lhe couber. O coordenador do GT de Saúde Mental da ABRASCO, Paulo Amarante, faz parte da Comissão Organizadora Nacional.

A Conferência, que tem como tema “Saúde Mental – direito e compromisso de todos: consolidar avanços e enfrentar desafios”, terá três eixos estratégicos: Saúde Mental e Políticas de Estado; Consolidar a Rede de Atenção Psicossocial e fortalecer os movimentos sociais; e Direitos Humanos e Cidadania como desafio ético e intersetorial.

Para discutir as questões e elaborar propostas a serem encaminhadas à Etapa Nacional, os municípios realizam as etapas municipais e/ou regionais e os estados promovem as etapas estaduais. Esses eventos já acontecem desde março de 2010.

Panorama da Saúde Mental no Brasil – Hoje a rede SUS conta com diversos dispositivos para atender o paciente com transtorno mental. Estão distribuídos em todos os estados brasileiros 706 CAPS I, 402 CAPS II, 46 CAPS III, 231 CAPS ad e 117 CAPS i, num total de 1.502 serviços. Além dos CAPS, a Atenção Básica, com apoio dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), também oferece atenção às pessoas com transtornos mentais. A rede de atenção à saúde mental é diversificada, e também envolve os hospitais gerais, os Centros de Convivência e as ações de geração de trabalho e renda. Pessoas egressas de longas internações em hospitais psiquiátricos recebem o auxílio reabilitação psicossocial e podem ser acolhidas e morar nas Residências Terapêuticas.

A partir das diretrizes da Reforma Psiquiátrica e desde o marco legal da Lei nº 10.216, a Área Técnica de Saúde Mental da Secretaria de Atenção à Saúde trabalha pela mudança do modelo de atenção, que antes era centrado na internação em hospital psiquiátrico. Atualmente, a maioria dos recursos do Programa são investidos na atenção extra-hospitalar. Neste modelo, os pacientes podem ser tratados em serviços abertos, com a garantia do direito à liberdade e à participação de ações na comunidade.

Quem são os usuários da rede – Estima-se que cerca de 3% da população geral, em todas as faixas etárias, necessite de cuidados contínuos em saúde mental, em função de transtornos mentais severos e persistentes: psicoses, neuroses graves, transtornos de humor graves ou deficiência mental com grave dificuldade de adaptação.

Cerca de 9% da população geral, em todas as faixas etárias, necessita de cuidados gerais em saúde mental, na forma de consulta médico-psicológica, aconselhamento, grupos de orientação, ou outras formas de abordagem, em função de transtornos mentais considerados leves.

Transtornos graves associados ao consumo de álcool e outras drogas (exceto tabaco) atingem pelo menos 10% da população acima de 12 anos, sendo o impacto do álcool dez vezes maior que o do conjunto das drogas ilícitas.

 

 

 

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