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EVENTOS

 

IV Simpósio Brasileiro de Vigilância Sanitária

Carta de Fortaleza





II Seminário Brasileiro de Efetividade
da Promoção da Saúde
I




13ª. Conferência Nacional da Saúde




XVIII Congresso Mundial de Epidemiologia
VII Congresso Brasileiro de Epidemiologia

Carta de Porto Alegre

Premiação de pôsteres (menções honrosas)

Moções apresentadas

Documento síntese dos debates do 8º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva e 11º Congresso Mundial de Saúde Pública

Confira os debates e apresentações do 8º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva e 11º Congresso Mundial de Saúde Pública clicando aqui
 
Grupos e Comissões
Comissão de Ciência e Tecnologia em Saúde
 

A base dessas considerações relacionadas à Comissão de Ciência e Tecnologia é o documento elaborado pela comissão intitulado “Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde: uma proposta”.
Os principais pontos indicam que uma política de C&T em saúde deve estar voltada para as necessidades de saúde da população e deve ter como objetivo principal desenvolver e otimizar os processos de absorção de conhecimento científico e tecnológico pelas indústrias, pelos serviços de saúde e pela sociedade. Isto significa analisar o esforço nacional de C&T em saúde como um componente setorial do sistema de inovação brasileiro. No entanto, para compreender a pesquisa em saúde como um componente setorial do Sistema Nacional de Inovação, e remeter o objetivo geral da pesquisa em saúde às necessidades de saúde da população não se deve sugerir uma visão reducionista ou utilitarista da mesma. Pelo contrário, deve-se reconhecer a complexidade dos processos de produção de conhecimento científico e tecnológico.
Essas idéias são orientadoras de uma posição que enfatiza a importância da pesquisa estratégica, no âmbito de uma agenda que incorpore potencialmente todo o leque da pesquisa científica e tecnológica que tenha como finalidade, imediata ou mediata, contribuir para a melhoria do estado de saúde da população e a busca da redução da desigualdade social no cuidado à saúde.
Ao salientar a presença de um ‘patrimônio institucional’, o documento aponta a existência de empecilhos para um aproveitamento integral de suas capacidades, que são a falta de coordenação e a baixa capacidade de articulação.
Ao reproduzirmos a proposta política da Comissão, verificamos que ela está atenta aos principais pontos que podem dimensionar a sua efetiva presença na Saúde Coletiva. Essa proposta sustenta-se em cinco diretrizes gerais:
1. Busca da redução da desigualdade;
2. Construção de padrões éticos na prática da pesquisa;
3. Extensividade no que se refere à cadeia do conhecimento, bem como a ‘inclusividade’ no que toca aos atores (pesquisadores e demais recursos humanos);
4. Necessidade de sustentar a pesquisa em saúde como um exercício de lógicas complementares;
5. Necessidade de aumentar a capacidade indutora do sistema de fomento científico e tecnológico.
A Comissão não se esqueceu de apontar as estratégias necessárias à elaboração de uma agenda de pesquisa em saúde, orientada pelas diretrizes gerais da política de saúde. Também constam do documento aspectos ligados à gestão, como é relatado:
Em relação ao modelo de gestão de uma nova Política de CT&I/S, a Comissão apontou dois aspectos importantes: o primeiro diz respeito à criação de uma agência de fomento e articulação da pesquisa em saúde externa ao Ministério da Saúde, ainda que situada em sua órbita. Esta proposta vem tendo a adesão de muitos segmentos importantes de atores envolvidos com a pesquisa em saúde. Embora a Comissão reconheça que seu perfil e características mais detalhadas ainda devam ser discutidos, a proposta de sua existência é considerada como um ponto central do modelo de gestão da PCT&I/S. O segundo está relacionado à otimização e ao aumento dos recursos financeiros envolvidos no fomento à pesquisa em saúde, condição fundamental para o desenvolvimento da política setorial explicitada na proposta da Comissão. Neste sentido, foram destacadas a recente aprovação do Fundo Setorial de pesquisa em saúde, no âmbito do Fundo Verde-Amarelo e, também, a necessidade de manter viva a proposta original, do próprio Ministério da Saúde, de taxar os lucros da indústria de tabaco e bebidas alcoólicas. Esta idéia vem sendo debatida em vários fóruns, existindo a proposta de estendê-la para outros setores produtivos claramente ‘produtores de dívida sanitária’. 
(texto extraído do livro
Saúde Coletiva como Compromisso: a trajetória da Abrasco)

 

 

 

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