Dos antecedentes citados partimos para proceder a uma nova avaliação abrangente da Abrasco, compreendendo o decênio de 1997- 2007. Os tempos mudaram. A área evoluiu na quantidade (eram 17 programas e hoje são 50) (dados atualizados pela CAPES em 05/09/2007) e na qualidade dos cursos; na qualidade dos veículos de divulgação científica que possui; no seu reconhecimento nacional e internacional. A Abrasco, por sua vez, é cada vez mais uma associação 18 internacionalizada em seus Congressos e isso se deve à qualidade científica do campo que representa.
Num seminário preparatório à formulação da presente proposta, decidimos continuar com o propósito de complementar a avaliação da CAPES. Por isso, teremos em mente, como referência, a Portaria no. 75 de julho de 2007 da CAPES que trata do Plano Nacional de Pós-Graduação para o período de 2007-2011.
No entanto, nesta pesquisa não investigaremos aqueles elementos em que a avaliação da CAPES é reconhecidamente muito eficiente. Trabalharemos com os aspectos que ficam de fora da sua Avaliação e que constituem o escopo da Abrasco enquanto associação que monitora, acompanha e promove o crescimento da pós-graduação da área, do ponto de vista epistemológico, dos conteúdos da formação e dos processos de inovação para a implementação do SUS. Nesse sentido, pretendemos adicionar aos temas tradicionais a análise da contribuição da modalidade de Mestrado Profissional e seu impacto na formação dos quadros técnicos do setor: esse é um assunto novo que vínhamos vislumbrando já na primeira avaliação de 1994-1997.
Trabalharemos com sete subprojetos que estão assinalados e resumidos no quadro abaixo, cada um dos quais com seu respectivo coordenador. Os temas escolhidos foram exaustivamente discutidos na Oficina de preparação do projeto e permitirão produzir um quadro comparativo com a avaliação ocorrida há dez anos atrás. Porém, eles trarão elementos novos, uma vez que algumas questões filosóficas e de política técnico-científica comporão o ambiente e serão referências para todas as pesquisas que comporão os sub-temas. Estas questões que constituirão balizas transversais são: o impacto da Pós-Graduação na construção do SUS; a transformação do conhecimento em práticas do Sistema; os desafios da formação inter e transdisciplinar; a apropriação, pela área, dos avanços do conhecimento biomédico e de novas linguagens metodológicas; a cooperação nacional e internacional e a internacionalização da formação e da produção científica.
Além dos sub-temas descritos no quadro abaixo, trabalharemos com textos produzidos por consultores nacionais e internacionais. Propomos, por exemplo, discutir com os nossos consultores, a relevância acadêmica e social da formação dos mestres e doutores para o avanço da saúde e da qualidade de vida da população. Pretendemos também fazer uma análise crítica da produção científica, da bibliometria e dos impactos das exigências acadêmicas nos processos de avaliação e na qualificação dos gestores e dos técnicos para o SUS.